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Vícios de Relacionamentos

Você já ouviu ou disse alguma destas frases a alguém que você ama?

Sem você eu não sou ninguém.

Se você se for, eu vou morrer.

Você é a tampa da minha panela.

Você é minha cara metade.

Você é a minha alma gêmea.

E aí? Como funciona essa grande confusão? Vou falar sobre essas frases e sobre esses vínculos doentios nos relacionamentos. Para se aprofundar no tema, assista ao vídeo abaixo ou continue lendo este artigo:

Hoje em dia, as pessoas casam e se separam; as pessoas namoram e se estressam… As pessoas estão carentes, em conflito, em prantos. O que mais recebemos por e-mail no Luz da Serra é pedido de ajuda para recuperar ou para conquistar um grande amor, e para lidar com um grande conflito no relacionamento.

Para entender melhor, precisamos voltar um pouco e perceber que a grande lambança acontece quando transferimos para o outro a responsabilidade de suprir aquilo que nos falta. Ao acreditar que alguém pode suprir nossas necessidades, começa a confusão. Todos nós já fizemos isso ou vamos fazer.

Esse comportamento nos leva a criar vícios de relacionamentos, que destroem tudo, apesar de estarem presentes em tudo, não em relacionamentos conjugais apenas, mas em qualquer tipo de relacionamento.

Muitas pessoas me perguntam se eu não vou preparar algo especial sobre os relacionamentos homossexuais. Eu não faço distinção, pois todos nós somos seres humanos, não importa se é homo ou hétero; para mim, é tudo a mesma coisa. Eu atendi por muitos anos em consultório, e eu posso dizer que, entre todas as pessoas que eu atendia, de 10 a 15 por cento das pessoas eram homossexuais, e o atendimento era o mesmo. As coisas são as mesmas, a vida é a mesma e está tudo certo. Por isso, eu não separo, e o que eu falo vale para qualquer pessoa, pois estamos todos ligados energeticamente uns aos outros, somos um! Nós estamos falando aqui de vida, emoções, sentimentos e pensamentos, de oportunidades de melhoria, de desenvolvimento pessoal e os processos são os mesmos para todas as pessoas.

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Chantagem emocional e vícios emocionais

Por que as pessoas têm esse costume terrível de dizer para o outro “Sem você, eu não sou ninguém”, “Se você se for, eu vou morrer”, “Você é a tampa da minha panela”, e assim por diante? Essa é a demonstração de uma mistura nociva: o melô dos obsessores e os relacionamentos.

Tem uma cantora antiga chamada Rosana (não sei quantos anos você tem, mas se você tiver menos de 30 anos provavelmente não vai de se lembrar dela), e ela era um fenômeno há um tempo. Ela cantava muitas músicas que falavam sobre vícios de relacionamentos. Outra cantora deficiente visual, chamada Katia, fez muito sucesso numa novela antiga. Cantava: “não está sendo fácil viver assim, você está grudado em mim”. Esse também é o melô do obsessor.

É isso o que a gente começa a questionar. Por que há tantas pessoas hoje se decepcionando nos relacionamentos, nos casamentos e nas parcerias, sejam elas quais forem? As pessoas não estão percebendo que elas estão caindo na grande cilada do vício de relacionamento.

Esses vícios são muitos simples e funcionam da seguinte forma: imagine que você tem medo da solidão e começa a se relacionar com alguém. No início do relacionamento, sente que a solidão passou porque você se sente completo com aquela pessoa, em plenitude, porque fechou um círculo (por isso que falam “tampa da panela”, “cara-metade” – dá essa ideia de fechar, completar, e existe essa sensação de que uma pessoa completa a outra). Se a outra pessoa vai embora, você “morre”, cai na solidão outra vez, sente-se carente, sofre. Isso mostra que existe uma relação de dependência da outra pessoa para me sentir completo. E dependência remete a um vício.

Sem essa outra pessoa, você é incompleto, certo? Errado. Vamos esclarecer esse ponto: você não é um ser incompleto. Você só se sente assim porque se permite acreditar nisso. Só tem um jeito de ser feliz com alguém: ser completo. E quando outro alguém chegar completo na sua vida, vocês poderão se unir e se tornar melhores juntos. Se o relacionamento terminar, você continua sendo um ser completo, assim como o outro.

 

O que são os vícios do relacionamento? Como eles surgem?

O vício de se relacionar com outra pessoa consiste em procurar nela o que está faltando em si mesmo. Você tem medo e procura elementos no outro que façam o seu medo desaparecer, e, quando o outro vem, você se consome. Se ele for embora, o seu medo voltará.

Então, por medo de que o medo volte e, para que o relacionamento não acabe, você começa inconscientemente a prender, bloquear, trancar, manipular o outro para que ele faça aquilo que você quer para que você continue se sentindo pleno.

Ao invés de você dedicar atenção para encontrar a sua cura, o seu equilíbrio, a sua paciência, a sua alegria e autoestima, você transfere tudo isso para o outro. A sua autoestima depende do outro, assim como a autoconfiança, o fim da solidão, da carência, da rejeição, do abandono.

Então, você toma conta do outro para que ele preencha o vazio que existe dentro de si, e quando ele começa a se comportar de um jeito diferente do que você estava acostumado (porque as pessoas mudam), começa também a briga e as cobranças – “você não faz mais isso”, “estou me sentindo carente, estou me sentindo traído(a), perdido(a), longe”, “você só trabalha/faz isso e se esquece de mim”, “você só fica com as suas amigas/os seus amigos”, “você só quer jogar futebol”, “você só quer saber de passear”. Você pensa que a pessoa escapou de você, e aquele sentimento de plenitude que havia foi embora, porque era a pessoa quem te alimentava e não você mesmo que se alimentava.

É assim que criamos os vícios de relacionamento, que consiste nessas cobranças para obrigar a outra pessoa a voltar a ser aquilo que era antes e te abastecia. O erro é todo seu porque está pedindo para o outro cumprir uma função e uma responsabilidade que é sua. Dessa forma, você destrói o relacionamento.

 

Livre para amar

Em qualquer relação, é preciso haver um amor livre, sem cobranças como: “ah, você não me ligou”, “você nunca me dá atenção”. Isso tudo é demonstração de carência e gera conflitos no relacionamento.

Você pode me dizer: “Ah, Bruno, então não é para eu ter ciúmes? Você está me dizendo que não devo controlar o outro?” Sim, estou dizendo que é para você aprender a lidar com isso. Entenda que ninguém pode completar você, e é por isso que os relacionamentos dão errado, porque você está transferindo para o outro a responsabilidade de curar a sua carência, tristeza, rejeição, mágoa, baixa autoestima, medos. Nós fazemos isso em qualquer relação e isso é a ruína.

Por exemplo: eu atendi um homem em consultório, por muitos anos, que só procurava um perfil definido de mulher para se relacionar. Quando ela começava a engordar, ou quando começava a mudar o visual (porque as pessoas vão envelhecendo), esse homem já não queria mais estar no relacionamento e começava a brigar com sua parceira. Através do processo terapêutico, ele descobriu que projetava nas mulheres a necessidade de ser visto pela sociedade como alguém que só namorava as mulheres mais lindas do mundo. A preocupação dele era com o que os outros iriam pensar a seu respeito.

À medida que ele começava a achar que a mulher dele estava ficando feia por causa de detalhes fúteis, ele passava a cobrar da mulher que ela ficasse mais bonita, que mantivesse seu peso ideal, que ficasse impecável para que ele pudesse sentir que tinha ao seu lado a mulher mais bonita do mundo. Era uma sensação que ele tinha que satisfazer por causa da sua baixa autoestima. E, dessa forma, ele nunca será feliz com ninguém.

 

Mude a direção do seu olhar – para dentro de si

Os vícios de relacionamento nos levam a buscar em outra pessoa aquilo que queremos preencher em nós. Se você perceber que está cobrando algo do seu marido, da sua esposa, do seu namorado, da sua namorada, que ele(a) se comporte do jeito que você quer, pare um pouco e faça uma reflexão: “por que eu estou fazendo essa cobrança?”, “por que eu quero que ele/ela aja assim?”.

E, acredite, em grande parte dos casos, você vai querer que o outro se comporte de um jeito te faça sentir-se seguro, confiante e firme. Em 100% dos casos, você transfere para o outro a responsabilidade de sentir-se pleno, feliz. É isso o que destrói qualquer tipo de relacionamento. Preste muita atenção nisso: você só será feliz e pleno, e terá alta autoestima em um relacionamento se você for feliz e pleno e tiver alta autoestima antes.

Portanto, busque sua autoestima, sua felicidade e sua plenitude – e isso tudo é treino! Se você não treinar para alcançar esses estados, não terá felicidade, nem autoestima e plenitude.

Parece complicado, mas na realidade é muito simples: Você realmente pode mudar qualquer coisa na sua vida que não esteja bem. Crises, conflitos pessoais e em família, falta de prosperidade, depressão, tristeza, insatisfação no trabalho e falta de sentido para vida. Mas o que fazer para começar neste momento a sua transformação positiva? A resposta é prática e curiosa ao mesmo tempo: ativando a elevação da sua sintonia. É tão impressionante e impactante que com o tempo certamente você vai se perguntar: “como é que eu não fiz isso antes?” E para ajudar você nesta busca, todos os dias eu faço um vídeo com um tema diferente sobre os mistérios e anseios que assim como você, as outras pessoas também têm. Ou seja, você não está sozinho! Essa série de vídeos vai lhe ensinar como começar a sua mudança e como elevar sua sintonia, esse caminho é testado e aprovado e já ajudou milhares de pessoas. E se você quiser, pode ver isso acontecer na sua vida agora mesmo! Basta se inscrever no meu canal do youtube que você vai receber os vídeos diários gratuitamente e poderá começar a sua jornada. Clique aqui para acessá-los!

Um grande abraço e até a próxima,

Bruno Gimenes e Redação Luz da Serra

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Um dos responsáveis pela expansão da Espiritualidade no Brasil, é personalidade referência nesta área, além de Diretor de Conteúdo e Cofundador da Instituição Luz da Serra. É professor, palestrante com mais de 1800 palestras realizadas e autor de 16 livros (dois deles já entraram diversas vezes no ranking dos mais vendidos da revista Veja). Bruno Gimenes é destaque nas redes sociais produzindo vídeos no canal Luz da Serra no YouTube, que já ultrapassaram a barreira dos 31 milhões de visualizações ao ano. Mais de 25 mil alunos já participaram de seus cursos e treinamentos online.

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3 COMENTÁRIOS
  • andrea / 08/01/2018
    Avatar

    Parabéns, Bruno! O texto é tão bom e completo, identifiquei várias situações que já vivi. Posso pedir uma dica para identificar quando estou repetindo um desses padrões de comportamento, e o que fazer nesse momento? Obrigada.

    • Redação Luz da Serra / 01/03/2018
      Redação Luz da Serra

      Olá Andrea! Dica anotada para um próximo conteúdo. Gratidão e muita luz!

  • Karin / 23/04/2017
    Avatar

    Muito bom????????