L U Z D A S E R R A

Quando vivemos algumas situações de forma intensa, elas querem nos dizer que somos muito apegados. Então precisamos passar pelo sofrimento e, às vezes, até pela dor física para aprender a nos desapegar.

Em primeiro lugar, sabemos que a perda e a dor servem para termos noção da eternidade e para cultivar a esperança. Pouco a pouco, as situações nos aprisionam e o próprio sofrimento que nós vivemos, nos torna apegados. Apegamo-nos e nos responsabilizamos, geralmente, pelas coisas ruins que acontecem. Infelizmente, as coisas boas não impregnam tanto quanto a ruins. Com isso, acabamos absorvendo os problemas e as dificuldades dos outros para nós.

Na prática, vemos pessoas com esta tendência, geralmente próximo de alguém como o pai, a mãe ou o cônjuge, que a reprime ou exerce algum poder sobre suas decisões ou atitudes. E esta influência serve para que possamos compreender o quanto precisamos aprender a atender as nossas próprias necessidades.

Em casa nos tornamos extremamente responsáveis e já nascemos num contexto onde somos obrigados a tomar as rédeas de nossa vida. Porque somos “empurrados” a cuidar do nosso destino, sem a ajuda de ninguém. E até podemos atrair situações, como a perda de um pai ou de uma mãe, para ter que cuidar dos irmãos, trabalhar desde cedo ou mesmo ter obrigações que exigem maturidade. Por isso, somos grandes incentivadores e não medimos esforços para ajudar os outros. Tentamos saciar quem precisa, porque não tivemos auxílio. Mas com as nossas obrigações, somos desleixados. Primeiro, pela influência rígida da família, por exemplo, que achamos ser prejudicial e depois porque precisamos aprender a separar a nossa responsabilidade da do outro. Naquilo que a outra pessoa tem que fazer, nós não podemos nos intrometer. E isso é um grande aprendizado.

Por um lado, é muito bom ter maturidade precocemente, pois assumimos nossa vida e damos um rumo a ela sem esperar que alguém diga o que ou como fazer. Já por outro lado, criamos muita responsabilidade, a qual muitas vezes se torna um fardo pesado. Isto acaba tornando o nosso corpo, a nossa mente e a nossa alma enrijecidas. As dores sem explicação, os problemas digestivos e o cansaço excessivo são indícios de que precisamos “pegar leve” conosco. E que estamos exigindo demais de nós mesmos.

Quando chegamos nesse estágio, é necessário avaliar o quanto estamos batalhando para resolver problemas que não são nossos, portanto, absorvendo coisas que não nos pertencem; devemos então ver o que precisamos tornar mais leve; parar de se cobrar e conhecer os nossos limites, dizendo não quando necessário.

Na verdade, tudo isso é um reflexo de falta de segurança. Como inconscientemente não nos sentimos seguros para enfrentar desafios, mas ainda assim arriscamos, o medo que fica escondido atrás da fortaleza que nos tornamos, acaba trazendo conseqüências mais tarde. Neste caso, com o tempo, o corpo físico sofre com as dores. Sem contar que conforme envelhecemos, nós vamos casando de ter que levar a vida de todos que nos rodeiam nas costas.

Isso também nos deixa apegados e presos às situações, com receio de mudar. Por isso passamos por muitos acontecimentos inesperados, para não querer controlar tudo.

Precisamos nutrir nossa alma com coisas que realmente nos interessam. Ter energia e vitalidade para encontrar a coragem que nos falta, para assumir quem somos e o que realmente precisamos para ficar de bem conosco.

Ter noção de eternidade como mencionado anteriormente, nos tira um peso das costas, pois com este entendimento de que nossa alma é eterna, porém nosso corpo físico só fica conosco por um tempo; ajuda-nos a não nos tornar tão responsáveis por tudo. Dentro desta visão, podemos dizer que esta vida que vivemos aqui atualmente vai acabar, mas a essência dela não se apagará nunca. Esta permanecerá viva para sempre.

O que aprendemos e conhecemos estará sempre fazendo parte de nós. Por isso, se pudéssemos viajar agora, sem planejar nada e ganhássemos uma pequena mochila, o que levaríamos nela em termos de conhecimentos?  O que seria necessário? Só que só podem ser coisas nossas, não podemos entupi-la com coisas dos filhos, do marido, da esposa, do pai, da mãe… Lembre-se viajaremos por horas e horas com a mochila nas costas, então pense bem sobre o que quer carregar.

 

Por Cátia Bazzan – Autora do livro Ame Quem Você é – Proprietária do Espaço do Céu: Centro de Terapia Holística.

Fale com Cátia: [email protected]

Cadastre-se no meu site, clicando aqui entre na área vip e receba materiais exclusivos.

Posts Relacionados

Seja Feliz, Saudável e Próspero

Sobre Nós

Sobre
Cursos
Iniciados
Livros

Luz da Serra 2020 – Todos os direitos reservados.