Seguidamente é possível observar ao nosso redor, seja em pessoas do nosso círculo de amizades, seja em pessoas desconhecidas um comportamento viciado nos relacionamentos. Testemunha-se em locais públicos ou até mesmo em eventos íntimos, casais discutindo, um denegrindo a imagem do outro, ressaltando seus defeitos em vez de enaltecer seu lado positivo.

Fica claro para quem vê que existe uma incompatibilidade de personalidades, uma distância muito grande no que representa verdadeiramente amar dentro de um relacionamento. Não se percebe o respeito entre ambos, o que faz surgir um abismo entre eles. Com o passar do tempo, esta relação tende a somente piorar se não houver uma intenção em querer melhorar ele.  Chega um dia e a separação acontece.

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Separação é algo dolorido, pois existe todo um apostar das suas fichas em algo que tinha tudo para dar certo, mas, não deu. Os motivos são inúmeros e variam conforme cada caso. Alguns mudam dentro da relação, amadurecem, aprendem a se impor e dar limites, não mais aceitam migalhas na relação e tendem a não se anularem mais. Outros, sucumbidos pela armadilha do prazer, do dinheiro, do poder, cedem aos encantos de uma vida fácil, de mulheres e homens que deliberadamente decidem tentá-los. Lembrando, que as tentações estão aí para qualquer um, porém, o que determina a sua aproximação ou não é a sua conduta ética. Como disse um amigo, o cachorro só entra na Igreja porque a porta está aberta. Portanto, ninguém é vítima de nada…

Independente do que motivou a separação, a frustração e a mágoa tendem a surgir. Porém, conforme vemos seguidamente dentro dos consultórios, um dos lados deixou de se amar e se focou exclusivamente no outro. E, quando acordaram para tamanho desequilíbrio, perceberam que estavam desperdiçando suas vidas por alguém, que nem sempre valorizou seu papel na relação. Essa verdade muitas vezes é impiedosa e nos coloca de frente com nós mesmos e dói perceber como nos deixamos chegar a esse ponto.

Quando saímos de uma relação existe um mundo novo a nossa frente e isso causa medo. Mas, medo porque precisamos andar com nossas pernas e sermos quem verdadeiramente somos. Conduzir nossos passos por nós mesmos e não mais nos esconder atrás de alguém, até mesmo dentro de uma relação. Com medo de viver a vida baseada em nosso querer, podemos nos autoboicotar, querendo voltar a relação antiga. Retornar ao passado pelo conforto de saber o solo que se está pisando, por pior que seja, por apego, por insegurança, reatar uma relação que por um tempo, volta as 1000 maravilhas, porém, depois de um tempo, vícios de conduta, de forma de pensar retornam e começa tudo de novo, e isso é desgastante. Nota-se a tendência de romper, reatar, romper de novo, reatar de novo… Um verdadeiro ioiô… Uma montanha russa… Para quem está perto ou observando, já nem sabe mais se estão ou não juntos, tamanha as idas e vindas…

Pergunto: Qual parte de você não quer se desvencilhar desse relacionamento, dessa pessoa? Do que você realmente está fugindo? Por que você se autoboicota na sua felicidade dentro de uma relação que já provou não ter futuro? O que você não quer ver de verdade?

Encerrar uma estória exige coragem, que nada mais é do que fazer o que é preciso fazer para ser feliz. Às vezes a ferida está aberta e ela precisa de tempo, afastamento para cicatrizar. E mesmo assim, velhas feridas podem voltar por causa dos nossos aprendizados não terem sido concluídos dentro dessa relação. Portanto, olhar para dentro de si mesmo e reconhecer suas falhas, seus medos nos permite seguir em frente na vida, independente de uma relação ou não.

Enquanto não houver um olhar sincero de ambas as partes para ver o que realmente aconteceu na relação, esta tende a permanecer em aberto, inconclusiva. É preciso descobrir qual foi o grande aprendizado dessa relação para então registrar isso na sua mente e no seu coração, e assim, poder seguir em frente, pois esse ciclo realmente foi encerrado. Trate logo de aprender e melhorar em si o que você identificou e seja feliz, ou com essa pessoa, ou com consigo mesmo, ou em um próximo relacionamento.

Lembre-se, cada aprendizado é um degrau que nos leva a outro e assim por diante. Às vezes nem é preciso encerrar uma relação, é apenas necessário humildade em reconhecer suas inferioridades e assumir elas, buscando melhorá-las dia após dia. Isso basta para que um companheiro (a) decida permanecer em uma relação, do contrário, trata-se apenas de um atraso na sua caminhada evolutiva, pois, se você decidiu evoluir e seu parceiro não, isso não deveria retardar a sua melhoria como pessoa e muito menos te prender a ela. Coragem… Não fique presa (o) a aldeia, pois o mundo te espera cheio de oportunidades diferentes para você se conhecer melhor e ser plenamente feliz.

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