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O Ser Pessoal

1.1 PSICOLOGIA TRANSPESSOAL

Na segunda edição do livro “Introdução a Psicologia do Ser”, Maslow (1993, p.67) anuncia o aparecimento da quarta força em psicologia – para além dos interesses personalizados, mais elevada e centrada no cosmo. Algo maior do que somos e que seja respeitado por nós, e ao qual nos entregamos num novo sentido não materialista.

Vitor Frankl, Stanislav Grof, James Fadiman e Antony Sutich uniram-se a Maslow e oficializaram, em 1968, a Psicologia Transpessoal, enfocando o estudo da consciência e o reconhecimento dos significados das dimensões espirituais da psique.

Conforme Luiz Carlos Garcia, durante milênios, em todas as civilizações e culturas, certos homens têm sido objeto de uma experiência interior em que lhes foi revelada de maneira repentina e molar, a verdadeira natureza de nosso Universo, a sua origem e mesmo o seu destino; esta revelação tem sido acompanhada de visões e vivências, cujas descrições coincidem entre si, apesar da distância, no tempo e no espaço existente entre aqueles homens.

Maslow acreditava que vivenciar o aspecto transcendente era importante e crucial em nossas vidas. Pensar de forma holística, transcendendo dualidades como certo, errado, bem ou mal, passado, presente e futuro é fundamental.

Maslow acreditava que sem o transcendente ficaríamos doentes, violentos e niilistas, vazios de esperança e apáticos.


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A Psicologia Transpessoal tem como objetivo estudar e descrever, cientificamente, os diferentes estados de consciência, envolvendo o sono profundo, sonho, relaxamento, vigília, estados que transcendem o ego, tais como: transcendências, experiências místicas, experiências de cume, experiências oceânicas, etc.

Também é o estudo e aplicação dos diferentes níveis de consciência em direção a Unidade Fundamental do Ser, procurando estabelecer conceito de unidade, vida, ego, estados de consciência e cartografia da consciência, tendo como aspecto dinâmico o eixo experiencial e evolutivo.

De forma resumida, este estudo científico vem ao encontro de algo muito antigo: o próprio homem. A diferença está na possibilidade de, através de uma visão mais ampla do ente no mundo, conseguir fazer com que se conheça melhor e que, com mais qualidade, possa encaminhar-se a um estado mais pleno de vida.

1.2 O EU TRANSPESSOAL

O Ser Transpessoal é encontro, é redescoberta.

Primeiramente, encontro do seu Eu com a Essência Transpessoal, isto é, aquilo que ela expressa como missão no mundo sendo uma centelha de luz noutra luz já existente no coração do homem. Portanto, é reencontro, é sintonia. Pessoa alguma se faz transpessoal ou, como passe de mágica, acorda transpessoal porque a idéia é de um ser mais pleno e disposto a transformar-se.

É redescoberta porque há o luto de um homem preso em amarras para o surgimento de outro, mais disposto, mais desbravador, com novas perspectivas e sentimentos. Também porque o eu do ser já clamava por algo, sentia que não estava satisfeito. Percebia que a fórmula para viver o dia-a-dia, utilizada pela maioria das pessoas a sua volta, não o estava ajudando e fazendo-o feliz. Portanto, o sentimento e atitude transpessoais já são conseqüências de uma antiga inquietação do eu.

1.1.1 Consciente

Para Pierre Weil, a consciência é energia, que é vida, no sentido mais amplo; não apenas a vida biológica, física, mas também a da natureza, do espírito, a vida-energia, infinita nas suas mais diferentes expressões.

O eu transpessoal consciente é aquele que, apoderando-se de seu eu, anda pela vida. É um andarilho que percorre a tudo e a todos procurando conhecer e entender. Com humildade e empatia é um captador crítico de novos conceitos e idéias, sendo um constante buscador de novas transcendências.

Há uma pré-disposição em perceber, abrindo progressivamente a consciência, colocando em ruptura o já conhecido sem, contudo, renegar as riquezas não materiais do passado.

Também é um ser de sentimentos simples e profundos, permeados pela busca de um profundo bem querer dirigido ao homem e ao planeta. Não é um ser de exceção, mas sim um irmão, um parceiro cuja evolução da consciência prefigura a evolução da humanidade.

1.1.2 Inconsciente

Há 100 anos, Sigmund Freud afirmou que a espécie humana não é dona da própria vontade, mas comandada pelo inconsciente, um universo autônomo que foge ao seu controle.

Sigmund Freud (1922, p.38) disse: “Criei um instrumento para tornar o inconsciente consciente e para lutar com o demônio DA irracionalidade de uma forma equilibrada”.

Freud foi o primeiro a ter do inconsciente uma visão operacional autônoma, viu nele as matrizes básicas das potencialidades dos quadros de referências: a matriz da nossa personalidade; a matriz das nossas necessidades; a matriz dos nossos impulsos; a matriz dos dados herdados.

Para Jung (1990, p.32) “o inconsciente esconde em suas profundezas aquilo que chamou de arquétipos. Necessidades inerentes à natureza humana, cujas características são ilimitadas e universais, dádivas de todos os homens, sejam else brancos ou pretos, ricos ou pobres, sábios ou ignorantes.” Para ele os arquétipos não são idéias herdadas, mas possibilidades herdadas.

O eu transpessoal inconsciente é o que busca transpor os limites do ego do próprio indivíduo em busca de algo mais, algo além. Este além não está longe a ponto de o homem necessitar esticar seus braços para alcançar, pelo contrário, está muito mais perto do que se pensa; está dentro dele.

É um explorador de si. Procura apreender toda sua história desta vida, desde a gestação até a fase atual, elaborando e processando fatos e sentimentos com uma visão de unidade; nada é isolado, nada é dissociado. Tudo vai mais longe, inclusive desta vida do hoje, aqui e agora. Portanto, é um eu expandido que percebe e sente à sua frente um leque de possibilidades, opções e caminhos.

É um sentimento intrínseco, nem sempre aparente, mas vivo e desperto.

1.1.3 Intuitivo

Para Osho (2001, p.17) o intelecto é o funcionamento da cabeça, o instinto é o funcionamento do corpo e a intuição é o funcionamento do coração. E, por trás desses três encontra-se o seu ser.

Para Osho a Intuição é:

a) irracional e não científico;

b) viajante sem qualquer veículo;

c) um salto para o nada do ser;

d) ocorrência súbita, repentina;

e) a existência do incognoscível;

f) uma alma espontânea;

g) abertura de portas pela meditação;

h) a sua consciência, o seu ser;

i) existencial;

j) o que torna o homem sensato;

l) iluminação;

m) solução pura, sem problemas;

n) funciona a nível espiritual;

o) a rosa mística;

p) o caminho para você mesmo;

q) a visão de coisas não pensadas;

r) apenas um espelho, apenas reflete;

t) pura silenciosa;

u) o terceiro olho;

v) esperança de um mundo melhor;

x) como acontece o discernimento;

z) atalho, lampejo.

A intuição é a faculdade que permite conhecer uma verdade sem necessidade dos dados intermediários, segundo A. Bailey.

É a possibilidade de chegar a uma conclusão sem necessidade de nenhum processo indutivo, nem dedutivo.

Isso é a percepção da verdade em si mesmo de modo imediato e evidente, sem o trajeto do andamento lógico da razão.

Para o ser transpessoal a intuição não pode ser explicada cientificamente, porque o fenômeno em si é irracional, portanto, não científico. Para o ser transpessoal, a intuição não tem um processo para chegar à conclusão – ela pula, é um salto quântico. Quando a alma funciona espontaneamente, isso é chamado de intuição.

Um bom exemplo e que esclarece a postura de um ser transpessoal, é que a intuição é a claridade que foi chamada de Terceiro Olho. Os olhos não criam nada, apenas informam você do que existe. Então, intuição é a nossa consciência, o nosso Eu Interior, o Mestre Interior.

Todos nós nascemos com o Mestre Interior, porém a educação nos ensinou a confiar apenas na mente, dessa forma o Mestre Interior foi discriminado, ficou quase paralisado.

Para o ser transpessoal, a intuição é uma mensagem, um conhecimento que parece auto-evidente, surge de repente em nossa consciência objetiva e não deixa dúvida. É misticamente chamada de Inteligência da Mente Cósmica que habita em nossa consciência e que, periodicamente, entra na mente objetiva na forma de uma idéia abrangente e completa de grande clareza.

1.1.4 Amor e Totalidade

Este frágil vaso que esvaziais dia após dia e que sempre preencheis com vida renovada. Esta pequena flauta de bambu que carregais pelas colinas e vales e de onde tirais melodias eternamente novas… Vossas infinitas dádivas caem sobre essas mãos tão pequenas que possuo. As eras passam e continuais derramando, pois ainda há o que ser preenchido (Rabindranath Tagore, Gitanjali).

Temos necessidade de dar e receber. Essa troca é que mantém a saúde e afluência “do que for” circulando em nossas vidas. Assim como é em cima, é embaixo, o que vai tem que voltar, o que sobe tem que descer, etc. Se desejarmos amor, temos que dar amor; criar este fluir é fazer acontecer. É necessário que haja a intenção de ir, sair de si, abandonar as prisões do falso ego e desprender-se num movimento em direção ao próximo.

Portanto, é decisão. É decidir entrar em contato com outra pessoa, dando a ela alguma coisa; talvez pequenos gestos de apreço, atenção, afeto, etc. Não requer que seja, necessariamente, algo escancarado, pode ser silencioso ” de um coração para outro coração ” contanto que haja a energia sincera de bem querer.

Todas as manifestações de amor ” maternal, paternal, filial, sexual, romântico, platônico, espiritual, fraternal, etc. ” são conexões necessárias para que o indivíduo, através dessas conexões, possa ligar-se ao todo e, a partir dessas relações, perceber-se e compreender-se melhor.

A meta de todos nossos desejos é que o amor com o qual o pai nos amou esteja entre nós e que busquemos em nós este amor pela família humana. Este amor é o princípio eterno e universal e, para que possa surgir, precisamos manter em todas nossas faculdades a ordem, a medida e a harmonia.

A altura a que o amor pode chegar tem a altura de Deus e nossa grandeza pode ser tão imensa como a de Deus.

Devemos amar a nós mesmos, não por aquilo que pensamos ser, mas pelo centro divino em nós, mediante o qual e no qual amamos profundamente a sabedoria divina, a divina beleza. Nada é capaz de prejudicar a onipotência do amor, nem resistir a seu influxo poderoso.

Assim, a tarefa da Psicologia Transpessoal é a de aperfeiçoamento, da evolução pessoal consciente, consistindo em permitir que o eu Eu Interior se ponha à escuta da Alma que o anima. Como o poder e os raios do sol revelam o mistério do mundo exterior, as criaturas e plantas dele procedem; assim o mistério do mundo exterior é a causa pela qual os raios do sol são revelados.

Através desta revelação, da ligação Ser e Sol, surgirá o verdadeiro sentimento de totalidade – nós somos o todo, o todo somos nós.

Colaboração
Domício Martins Brasiliense

Psicoterapia Individual. Casal e Família
Psicoterapia Transpessoal e de Regressão
Fale com Domício: [email protected]

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