por:Iara Fonseca

Não negue as informações providas de discernimento. Examina, assimila, equilibra, acomoda e finalmente reflita. Após esse exercício, sentirás chegar à serenidade e a paz que almejava.

Aprenda a Técnica Terapêutica de Ação imediata que qualquer pessoa pode fazer, contra medos, mágoas, traumas, ansiedade e bloqueios psicológicos.

Para subirmos os degraus da evolução e para conseguirmos chegar à gloriosa e cristalina iluminação, é preciso muito esforço, exigem disciplina e precisam ser conquistados a passos sobre passos, dia após dia, manhas e noites desbravando o misterioso e magnífico labirinto interno, para reconhecer as próprias sombras e ascender à luz, lapidar a diamante bruto, depois brincar de colorir, das cores mais belas e muitas delas, ainda desconhecidas por nossa pequena capacidade de entender a mágica e a grande potencialidade criadora do Universo.

Por conta disso tudo, faço a vocês, meus leitores tão queridos, a seguinte pergunta: Sentimos prazer em brigar, em discutir? Isso mesmo, disse BRIGAR. E já lanço outra questão: Guerrear ou brincar, o que vocês preferem?

Pois digo que muitos responderão que não, em um primeiro momento e que óbvio, preferem brincar a guerrear. Mas vou dar uma pausa e peço para que façam o mesmo e reflitam. Tenho alguns argumentos, porém existem dezenas deles para dizer que consciente ou inconscientemente acabamos por nos deixar influenciar e fazer parte de um jogo violento confabulado por energias negativas.

Partimos do princípio de que somos energia e que tudo a nossa volta se restringe a uma imensa e eterna energia divina e como muito bem explicam os cientistas, Físicos, Químicos, Físico-Quânticos, Biólogos, Matemáticos, entre outros, existe uma presença constante e complementar dos pólos positivos e negativos e todas as áreas de conhecimento trabalham com esses opostos. Mas quando falamos de energia, de sentíla em sua essência singular, não só os terapeutas, como os espiritualistas, jornalistas ou quem queira falar sobre energia, somos taxados de loucos insensatos. Peguei pesado? Talvez sim. Talvez não. Sem espaço para o talvez nessa questão, esclareço que somos apenas realistas quanto aos fatores estudados desde a infância e não nos deixamos enganar por ?histórias da carochinha?, se é que posso dizer assim, conseguimos aceitar tranquilamente e naturalmente o fato, o que os físicos, químicos e estudiosos inteligentíssimos não conseguem explicar, até onde eles sabem e sabem muito. Alguns conseguem ainda reconhecer que só uma energia superior a tudo que já vimos, poderia ter criado tudo isso, e quanto ao fato da existência dos pólos negativos e positivos não há discussão.

E nessa linha de raciocínio continuo explicando por que gostamos tanto de guerrear, de brigar, de discutir. E a resposta é muito simples, aliás, como tudo na vida. Sintonizamos no canal errado, somos levados pela corrente negativa e em casos extremos acabamos mesmo sendo arrastados por uma verdadeira correnteza, mas ainda precisamos que alguém estude a fundo essa necessidade humana de complicar tudo e de que na medida em que existe um problema em nossas vidas parece que colocamos um tapume nos olhos e não enxergamos em volta e nem queremos. Existem casos e todos já ouviram por aí, pais que por estarem tão mergulhados nessa corrente acabam esquecendo seus filhos recém-nascidos dentro de um carro e vão cumprir seus compromissos e quando voltam, aconteceu o pior. E esse tipo de caso pode acontecer com todos nós, mesmo que digamos que nunca aconteceria conosco, não estamos livres disso, a não ser que estejamos firmes no propósito de ?vigiar?. Esse exemplo foi só para vocês perceberem que se não detectamos logo que estamos sendo influenciados, poderemos acabar aceitando as últimas conseqüências e o que era ruim, fica ainda pior, digo, insuportável. Nem quero mensurar o quão grave é isso.

Querem saber logo a resposta não é?

Outro fator que agrava ainda mais a nossa gana por brigar é essa ansiedade que temos em relação às questões da vida, mas para não torturar tanto vocês, porque afinal, eu não tenho vocação para isso, digo a todos que a solução é BRINCAR. Simples não? Eu disse que era fácil.

No início do artigo citei que deveríamos brincar de colorir nosso diamante bruto, isso claro, quando conseguirmos chegar até ele e para vencer esse labirinto interno, como já mencionei anteriormente, devemos brincar, não apenas rir dos problemas, mas brincar mesmo, como criança, não digo para saírem por aí pulando amarelinha, mas pensando bem, por que não? Temos que perder o medo do ridículo e para isso receito que façam aulas de teatro, existe um segmento dentro do teatro que se chama Bufão, tem em todo Brasil, consiste em desconstruir a sua figura de modo que fique engraçado e que faça rir, logicamente não fui fiel a tudo que essa pratica representa, então indico o blog do grupo de teatro Engasgagato, pois lá eles explicam direitinho. É uma idéia para quem tem muita dificuldade em ser espontâneo e geralmente a falta de espontaneidade é uma forte causa de doenças físicas.

Guerrear ou brincar?

Muitas crianças adoram brincar de guerra, de lutinha, e sabem por quê? Porque infelizmente, em muitos lares, ainda cultivamos o costume de assistir a filmes violentos. A toda hora encontro mulheres reclamando que não gostam desses filmes, mas os maridos gostam e esse impasse acaba em: BRIGA. Também não é preciso brigar não é, senão, na ânsia de ser correta de não contribuir para as energias negativas, agravarão o mal. O certo seria apenas neutralizar o ambiente com preces, incensos e decretos, já que não tem outro jeito. Também existe uma grande população, e pude perceber que muitos idosos estão dentro deste índice, que adoram assistir noticiários com uma infinidade de tragédias sangrentas.

Deste modo, acabamos nos acostumando com essa banalização das guerras, digo no plural porque existem “n” motivos para disputar, discutir, guerrear e os adultos parecem adorar isso. Dando exemplos diários as suas crianças.

Mas isso é um ciclo, esses adultos já foram às crianças. Acabamos por achar cada vez mais difícil adultos brincalhões, os que realmente brincam geralmente se envolvem com o circo, teatro, promovem shows de humor e nos divertem sempre. Isso é genial. Não é a toa que os pré- adolescentes e os que já se encontram na puberdade do amadurecimento começam a achar todos os ?outros? adultos uns chatos, com exceção desses queridos que graças a Deus conheço muitos.

E com razão acham isso. Nós, muitas, ou na maioria das vezes, somos chatos. Mergulhados em nossos problemas materiais e psicológicos, não nos permitimos e nem sentimos prazer em brincar com ninguém, muito menos com crianças. Conheço gente que passa longe de criança, que tem dores de cabeça só de ouvir a voz de uma. E conheço outras que dizem que gostam, mas sofrem, choram, se descabelam quando precisam cuidar de uma. Imaginam se precisarem cuidar de 20, 100, 1000 ou de todas as crianças do mundo. Não dá para imaginar, não é.

Ainda existe um agravante, que se tornou natural em nossa sociedade, essas crianças crescem e se acostumam a presenciar que brincadeira de adulto se resume em beber cerveja ou qualquer outro “drink” e falar besteiras, salvo as devidas exceções, é claro. E quando se tornam adultos, o que acontece? Muitos deles perdem-se em festas, drogas e “rock and roll”, como dizem, mas internamente sabem que aquela situação não é a melhor e é assim que começa a trincheira existencial adulta deste ser que passou de menina a mulher, de rapaz a homem, até pai e mãe de família.

O que me tranqüiliza nesse quadro exposto é que somos dotados do poder do aprendizado e que o tempo nos permite essa avaliação, essa reformulação de idéias, e finalmente depois de muita luta poderemos chegar, não digo ao ponto mais alto, porque como bem nos diz Trigueirinho, amado amigo espiritual encarnado, se temos uma escala de evolução de 0 a 10, por que não sentirmos felicidade em alcançar o sexto lugar, já está de bom tamanho para uma encarnação apenas, o que não podemos é permanecer no zero, isso não, mas nos cobrarmos uma evolução 10, não digo que seria impossível, mas que para alguns custaria muito caro essa cobrança interna, sim custaria. A ponto de causar as tão temidas doenças que não queremos. De tanto buscarmos a perfeição interna, e muitos tem muita pressa, na busca do equilíbrio, podemos sofrer um forte desequilíbrio e a tão sonhada mudança de hábitos e atos acaba levando a pessoa a sucumbir.

Uma aluna que tive, sofria de fortes dores de cabeça, acabamos por descobrir o motivo, ela sofria de um descontrole abusivo, participava de muitas vivencias espirituais, rezava e decretava o dia todo, sem planejamento de horários. Sinto em dizer, mas até para rezar temos que ser objetivos, a não ser que estejamos rezando para o bem da humanidade, aí não tem contra indicação, mas quando rezamos para que o Universo sane as nossas angustias, precisamos ser concisos e simples, e por conta desse desequilíbrio, ela não conseguia resultados satisfatórios com suas preces e ainda continuava desajustada emocionalmente, isso lhe causava dores de cabeça intensas. Resolvido isso, entendido e aceito, ela começou a se esforçar em cumprir horários e planejar suas vivencias com um pouco mais de responsabilidade e tudo se deu de forma bem tranqüila, deste modo ela percebeu que até para rezar precisamos do equilíbrio, se não for assim acabamos nos descontrolando, achamos que por que rezamos o dia inteiro, somos melhores que os outros e entramos no horroroso jogo de disputas e brigas religiosas.

Se nós adultos, entendêssemos o quão simples é o mundo das crianças, talvez deixássemos de conversar com adultos para só conversar e brincar com crianças. Acharam absurdo? Muitas vezes percebo nas crianças potenciais mais elevados do que percebo nos adultos e existe razão para isso, elas estão muito mais perto da fonte, estão aqui no planeta há pouco tempo, muitas delas ainda nem estão adaptadas aos novos corpos e famílias, enquanto os adultos em sua maioria, já estão completamente adaptados e inseridos a todo contexto, que a vida material os consome.

Se assim fosse, certamente pararíamos de guerrear por tudo e passaríamos a brincar muito, sempre. E quando sentíssemos uma vontade incontrolável em brigar, perceberíamos imediatamente, e isso deve acontecer antes de cometermos uma sandice da qual nos envergonharemos depois, a grande necessidade em buscar uma auto-ajuda, ou em outros casos, ajuda externa, para voltar aos trilhos e nos equilibrar.

Assim é.

Agradeço todos os e-mails que recebo de leitores interessados no aprendizado espiritual e interno, na medida em que respondo os e-mails, percebo a qualidade das pessoas que freqüentam o site Luz da Serra, que é um veículo de luz muito sério e honesto e eu sou privilegiada em estar ao lado de pessoas tão iluminadas.

“A gratidão é o melhor e o verdadeiro caminho”.

Por: Iara Fonseca

É Jornalista, Arte-Educadora, e Artista Plástica. Apaixonada por poesia, arte e espiritualidade, e não é melhor que nenhum outro ser humano, apenas diferente.

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