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Meditação Vipassana

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Você já ouviu falar em Meditação Vipassana (meditação de insight)? É a expressão máxima do conhecer a si mesmo, muito embora não seja tão abordada ao pensar em meditação para iniciantes.

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Buda descobriu que a causa do sofrimento pode realmente ser apagada quando vemos a nossa verdadeira natureza. Essa é uma visão radical: significa que a nossa felicidade não depende da manipulação do mundo externo. Nós só precisamos nos ver claramente.

O objetivo principal dessa meditação é purificar a mente, eliminando o sofrimento ou o estresse do dia a dia, deixando-nos mais cientes daqueles sentimentos que realmente importam.

Vipassana é uma visão que se baseia na percepção convencional de entender a mente e a matéria como realmente são: não permanentes, insatisfatórias e impessoais.

A meditação purifica gradualmente a mente, eliminando todas as formas de apego. Como os anexos são cortados, o desejo e a ilusão são gradualmente diluídos. Buda identificou esses dois fatores: o-desejo e a ignorância, como as raízes de sofrimento. Quando são finalmente removidos, a mente alcança algo permanente. Esse “algo” é o imortal, a felicidade.

A meditação de insight está preocupada com o momento presente, em permanecer no agora no grau mais extremo possível. Consiste em observar o corpo (rupa) e a mente (nama) com atenção nua. Permite, inclusive, que você seja mais feliz consigo mesmo.

Meditação Vipassana: entenda

Vipassana, ou meditação de insight, é a prática contínua de muita atenção à sensação, através da qual, em última análise, vê-se a verdadeira natureza da existência. Acredita-se que seja a forma de prática de meditação ensinada pelo próprio Buda, e embora os aspectos mais específicos da prática possam variar, é a base de todas as tradições de meditação budista.

Apesar de ter sido descoberta por Buda, a meditação de insight não é uma prática propriamente budista. É o método pelo qual Buda e seus discípulos se livraram de toda forma de sofrimento e alcançaram o despertar. Essa técnica simples é um método democrático, aberto a pessoas de qualquer fé religiosa, ou mesmo os ateus.

A meditação de insight não é uma fuga da realidade. Pelo contrário, é o confronto com a realidade final.

O termo completo para a meditação de insight é “Vipassana-Bhavana”. “Bhavana”, um sistema de treinamento mental que cultiva a sabedoria ou concentração.

 

Meditação – técnicas

Todas as técnicas de meditação podem ser classificadas em dois tipos: a meditação de insight (Vipassana-Bhavana), e a meditação de tranquilidade ou concentração (Samatha-Bhavana). Na prática da tranquilidade, você fixa a atenção em um único objeto até que a mente entre em um silêncio profundo, em transe.

Você desenvolve a concentração para acalmar a mente e suprimir as impurezas mentais como a raiva. Quando você para de meditar, no entanto, as emoções negativas eventualmente retornam. E tudo isso, sem necessariamente utilizar música de meditação.

A prática da percepção, por outro lado, cultiva sabedoria. No caso de meditação para iniciantes, desenvolve-se a atenção plena sistemática, a fim de ver as características reais da existência: insatisfação, impermanência e impessoalidade. Todas as atividades da vida diária podem ser objetos da atenção: ações corporais, sentimentos, pensamentos e emoções, mesmo as dolorosas. Nada é suprimido.

Na prática mindfulness, a mente divaga em diferentes objetos, fazendo com que sentimentos apareçam e desapareçam, em vez de manter a mente fixa em uma coisa apenas. Não é preciso ter total concentração ou uma atenção 100% plena.

Muitos de nós encontramos desculpas para evitar o cultivo da mente. A reclamação ou desculpa mais comum é: “Não tenho concentração suficiente para meditar.” Mas a concentração forte, como dissemos, não é um requisito para a meditação insight. E você pode, sempre, aprender a meditar.

Pergunte a si mesmo: uma pessoa doente precisa de uma aptidão especial para tomar penicilina? Não, ela toma porque está doente. Como a medicina, a meditação não é algo para o qual é preciso uma aptidão. Buda disse que todos nós sofremos com a doença mental de desejo, aversão e ilusão. Mas ninguém pode conseguir saúde mental e felicidade “tomando” Vipassana.

A prática Vipassana cultiva mindfulness. Mindfulness, em meditação de insight, refere-se à consciência dos fenômenos físicos e mentais que ocorrem no momento presente. Esses fenômenos incluem os movimentos do seu corpo, imagens, sons, cheiros, sabores, sensações de tato, dor ou sensação agradável, pensamentos negativos etc.

O momento presente refere-se ao instante inicial que um fenômeno (chamado “objeto”), tais como um som, visão ou movimento, faz contato com a consciência.

Mindfulness é o fator mental ciente do contato de um momento para o outro. Além disso, a atenção plena sabe o início e o fim de cada instância de contato. Ou seja, permite ver cada imagem ou som surgindo e, em seguida, os deixa ir embora.

Com atenção plena, você não julga ou reage a fenômenos de passagem, mas apenas os nota de forma imparcial, sem atração ou repulsão. Devemos ressaltar que a atenção plena no corpo, pensamentos, sentimentos, impressões sensoriais, e assim por diante, não significa pensar sobre essas coisas, mas apenas conhecê-las com atenção nua, logo que elas surgem (ou seja, no momento do contato) e desaparecem. A técnica de simplesmente conhecer as sensações sem reagir a elas e desprender-se delas, eventualmente, purifica a mente de todos os traços prejudiciais.

Meditação: budista

A meditação budista é uma forma de concentração mental que conduz à iluminação e liberdade espiritual. Ocupa um lugar central em todas as formas de budismo, mas desenvolveu variações e características diferentes nas tradições budistas.

Existem dois principais tipos de meditação budista: Vipassana (insight) e Samatha (tranquilidade). As duas são muitas vezes combinadas ou utilizadas uma após a outra (normalmente Vipissana segue Samatha).

A finalidade básica de Samatha, ou meditação da tranquilidade, é focalizar a mente e treiná-la para se concentrar. O objeto da concentração (kammatthana) é menos importante do que a habilidade da própria concentração e varia conforme indivíduo e situação. O uso de música de meditação é opcional.

O objetivo da meditação Samatha é progredir por meio de quatro estágios (Dhyanas):

1 – desapego do mundo externo e consciência de alegria e tranquilidade;

2 – concentração, com supressão de raciocínio e de investigação;

3 – o falecimento da alegria, mas com a sensação de tranquilidade restante;

4 – o falecimento de tranquilidade, provocando um estado de autocontrole e equanimidade pura.

Muitas das habilidades aprendidas na meditação de tranquilidade podem ser aplicadas a meditação de insight, mas o objetivo é diferente. Como o próprio nome sugere, o objetivo da meditação de insight é a percepção de importantes verdades.

Claro, essas doutrinas já são conhecidas por qualquer budista. Afinal, são os ensinamentos centrais de Buda. Mas, a fim de alcançar a libertação, o praticante deve, pessoalmente, apreender e compreender verdadeiramente essas importantes verdades. O simples conhecimento das doutrinas budistas não é suficiente.

A meditação Vipassana sozinha produz o entendimento através do qual a libertação ocorre. É considerada superior à meditação da tranquilidade e é a principal forma de como meditar, praticada no budismo Theravada.

A prática de centros de meditação gira em torno da noção de consciência. Mindfulness está relacionada, mas é diferente do conceito de concentração. Quando se está pronto para se concentrar, o foco está todo no objeto de concentração, de forma que ficamos em transe.

Benevolência é uma virtude central do budismo, e a meditação da bondade (Mettabhavana) é uma maneira de desenvolver esta virtude. É uma prática que é vista como suplementar ou complementar a outras formas de como meditar.

O objetivo da meditação de bondade é desenvolver o hábito mental de amor altruísta para o ego e para os outros. Há, evidentemente, uma grande variedade de formas de praticar Mettabhavana, mas geralmente progride em três fases:

Na primeira, o praticante se concentra no envio de benevolência a pessoas específicas, na seguinte ordem:

1 – a si mesmo;

2 – um admirado (como um professor espiritual);

3 – uma pessoa amada (como um amigo ou membro da família);

4 – uma pessoa neutra, alguém familiar, mas que não evoque um sentimento especial (como uma pessoa que trabalha em uma loja local);

5 – uma pessoa hostil (como um inimigo ou alguém que faz com que haja dificuldade em lidar).

Começando com si mesmo, o praticante procura evocar sentimentos de benevolência para cada pessoa na lista acima. Ferramentas para realizar isso incluem:

– visualização: imagine a pessoa parecendo alegre e feliz;

– reflexão: reflita sobre qualidades e atos de bondade que essa pessoa realizou;

– mantra: repita em silêncio ou em voz alta um mantra simples como “benevolência”.

Quando essa primeira etapa for realizada, mesmo para pessoas hostis, vá para a próxima fase. Nesta, o praticante projeta sistematicamente sentimentos de bondade para todas as direções geográficas: norte, sul, leste e oeste. Isso pode ser feito trazendo à mente amigos e comunidades afins em várias cidades ao redor do mundo.

A última etapa do Mettabhavana busca simplesmente irradiar sentimentos de amor universal e incondicional na vida cotidiana.

A meditação budista, seja insight ou não, é uma excelente prática para trazer equilíbrio emocional. A meditação Vipassana não é muito comentada, entretanto, é uma alternativa para você conhecer mais sobre a realidade que está à sua volta. Sabe-se o quanto a prática e como meditar pode nos levar a uma consciência muito mais próxima do que precisamos, tornando-nos cientes das nossas atitudes, do impacto delas e de como rever os nossos sentimentos frente às dificuldades e felicidades. Desapegar dos bens materiais, praticar a benevolência e ser sincero consigo mesmo permitirá a tranquilidade e a paz.

E você? Concorda com a forma de atingir paz via Meditação Vipassana? Comente abaixo e continue conosco!

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