Deveria ser apenas mais um ciclo que se encerra, mais uma passagem, mas não é assim que encaramos a morte.

Ao longo da vida nos deparamos com diversas oportunidades de enfrentá-la, mas optamos por fingir não ver até o dia em que situações que envolvem entes queridos ou uma grande catástrofe nos parem para fazer refletir sobre esse tema.

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A morte possui muitas facetas a serem apresentadas:

– a morte decorrente do envelhecimento;

– a morte oriunda de uma doença;

– a morte como algo inesperado;

– a morte daquele que mesmo vivo, apenas sobrevive no seu cotidiano;

– a morte provocada pelo encerrar de um ciclo: mudança de emprego, separações, idéias, acidentes…

– a morte do nosso eu inferior;

– entre outros que não me ocorre agora.

São tantas as mortes que cruzam nosso caminho que muitas vezes não damos o seu devido valor. Quando nos deparamos com a realidade de que tudo inicia e termina nesse plano, de que somos finitos enquanto matéria, o desespero acaba por mostrar que estamos despreparados para esse importante momento. Não sabemos lidar com nossas limitações, fantasiamos nossa imortalidade na terceira dimensão, buscando incessantemente a fonte da juventude e quando nos deparamos com o envelhecimento nos sentimos impotentes diante do tempo que passa para todos.

O olhar daquele que já se encontra na tida terceira ou quarta idade e que diante das agruras da vida se vê impossibilitado de ajudar como antes, devido às limitações do seu corpo pelo avançar da idade, se vê em meio a uma tortura. Isso me faz questionar com qual qualidade de vida estamos chegando ou pretendemos chegar as mais tenras idades. Por mais que queiramos realizar nossos desejos, nosso corpo sofre a ação do tempo terreno. É uma ilusão pensar o contrário. O tempo passa… E, para todos, sem exceção. O que estamos fazendo com o nosso dia a dia?

Pensamos na morte quando nos deparamos com ela, antes disso sequer paramos para refletir se estamos realmente aproveitando essa vida, buscando constantemente nos tornar uma pessoa melhor. Pacientes em estado terminal nos chocam pela sua vivacidade no olhar em total contradição pelo seu corpo em decomposição aparente. Quantas vezes deixamos nos abater por coisas sem importância? Quantas vezes olhando a falta da saúde do nosso irmão descobrimos que na verdade possuímos tudo que precisamos? Será realmente necessário nos deparar com situações drásticas, como a possível morte física para então fazermos a nossa parte nessa vida?

E quando desencarnamos, ficaremos vagando neste plano, realizando as mesmas tarefas de antes da morte? Ou aceitaremos que essa vida se encerrou? Optaremos em seguir rumo a luz, ao perdão ou ficar obsediando entes queridos, nos culpando e martirizando por experiências anteriores?

A paz emerge quando soubemos encarar todas as fases da vida. A morte é apenas mais uma delas. Para morrer basta estar vivo… Uma verdade irrefutável, mas que nos mostra que podemos morrer até mesmo em vida, quando decidimos não encontrar a missão da nossa alma, passar em branco nossos dias, vazios, acreditando que a vida se resume a nascer, crescer, trabalhar, constituir família, se aposentar e… Esperar pela morte.

É preciso ir além quando se fala da morte. Identificar aprendizados, olhar com carinho o que foi feito da nossa vida, reconhecer quando não conseguimos sair dela um pouco melhores do que entramos… Aceitar com serenidade que aquilo que não aprendemos gerará a necessidade de voltarmos para a terra e tentar, novamente, evoluir. Não deixemos para as vésperas para pensarmos no que fizemos aqui. Reflitamos todos bem antes, para evitar posteriores arrependimentos, cobranças, mágoas,tristezas…

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