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CORTAR LAÇOS E ENCERRAR CICLOS

Depois que nos tornamos adultos, precisamos aprender que nosso ciclo dentro da família precisa se encerrar e que um novo ciclo precisa iniciar. A partir do momento que chegamos a uma maior idade, o que independe de ser aos vinte e um anos ou não, podemos romper algumas barreiras, que foram criadas como se fossem armadilhas para nos aprisionar aos nossos familiares ou a quem se responsabilizou por nossa criação.

Todavia, nossa missão e o desenvolvimento de nossas potencialidades podem até começar dentro de “casa”, mas não é ali que se desenvolverão e que cresceremos. Infelizmente, nossa criação é pautada no sentimento de apego e de cobrança. O que nos influencia muito ao tomar decisões. Muitas vezes nos equivocamos, porque há interesse tanto dos outros em nós, quanto de nós nos outros. Como por exemplo, uma mãe que não quer que o filho vá morar fora do país e este não vai, por causa da mãe.

Pois é, por mais impactante que seja pensar assim, esta é a verdadeira realidade. Nossos relacionamentos podem nos tornar tanto independentes, quanto extremamente dependentes das pessoas com as quais convivemos. Como não sabemos administrar nossas relações de forma saudável, acabamos por vacilar conosco. Muitas vezes, não damos ouvidos para as nossas necessidades para sanar as de alguém. O que certamente prejudicará a realização em qualquer setor das nossas vidas.

Tem pessoas que nascem desprendidas da família, que esperam atingir a maturidade e logo já seguem seus caminhos em busca da sua felicidade, compreendem que os pais, foram importantes, lhe deram suporte, mas agora é chegada a hora de partir e de continuar suas vidas, sem a interferência dos mesmos, e também sem interferir na vida deles. Procuram a evolução e o progresso de sua vida material. Só que podem se distanciar de tal forma, que não conseguem mais conviver com os mesmos. Ao fazer isso conscientemente, teremos os benefícios do desapego, mas se for uma fuga, esse comportamento será motivo de desprezo por quem nos deu a vida, tornando-se prejudicial para o nosso crescimento. Por outro lado, tem também aqueles que ficam a vida toda presos a família, achando que são os responsáveis pela resolução dos problemas deles, tanto quanto eles dos seus.

No entanto, seja qual for o nosso comportamento dentro do ambiente familiar, cada um de nós nasce no cenário ideal para desenvolver aquilo que viemos resgatar. Por isso podemos reconhecer nosso comportamento dentro da família analisando a categoria que escolhemos, por exemplo, em ser o filho mais velho, o do meio, o mais novo ou o filho único (isto não é regra, pois tem exceções).

Basicamente, o filho mais velho é aquele, que vive em meio a cobranças; ao excesso de responsabilidade; pouco pensa em si mesmo; suas decisões quase sempre, são baseadas no bem de alguém e não no seu próprio; tem dificuldades com auto-estima e com amor-próprio; por isso se fragiliza muito fácil ou se torna uma fortaleza. Suas histórias são muito parecidas: tiveram que cuidar dos irmãos desde cedo, o que exigia ter muita responsabilidade ou lhes foi imposto que tivessem compromissos com alguma coisa desde criança. Sendo assim, quando crescem se cobram demais ou não querem cobrar de si, pois vão para um extremo ou para o outro. Uma forma de se libertar dos aspectos negativos, é aprendendo a deixar as coisas fluírem, não exigir tanto dos outros, nem de si mesmo, estabelecer suas vontades e agir pensando também nas suas prioridades.

O filho do meio é aquele que quase sempre se coloca em segundo plano, pois veio depois mesmo. Então por que se tornar importante para os outros ou para si mesmo? Por que priorizar suas vontades? Poucos têm metas e objetivos na vida, pois buscam se realizar através dos outros: “se meu filho está feliz, eu também estou”. Isso também os torna carentes e sem determinação, o que os mantém focados em realizar o que esperam dele. A dica é começar a priorizar suas vontades. Quando alguém lhes ofertar algo, é preciso pensar: será que vai ser bom para mim também? Estabelecer limites para que tenhamos o nosso espaço, também é importante, pois normalmente agimos ao contrário, não dando limites e nem dizendo não.

O mais novo é aquele que não age, espera um sinal, algo que o impulsione a tomar alguma atitude. Sabe o que quer, mas não consegue expressar e realizar. Confuso, não leva suas vontades e decisões a sério. Procura ter um amigo ou conselheiro que lhe diga o que fazer. Só que raramente o encontra, pois as respostas estão dentro de si e não fora. A dica é autoconhecimento, para saber quais são realmente suas prioridades.

E o filho único pode ser uma miscelânea de tudo que foi descrito até então. Pois todas as expectativas dos pais são projetas neste filho. E, normalmente, tudo acontece aos extremos. Então se cobram muito ou nada; amam-se demais ou pouco; dão e não dão limites…

Em suma, todos nós precisamos resgatar nosso poder pessoal e seja qual for nossa missão, precisamos aprender a conviver, cortar os laços negativos que nos prendem e nos limitam, e procurar sempre ter algo novo para continuar, como um projeto de vida, realizar algo que não temos coragem ou, pelo menos, ter vontade de encerrar estes ciclos para começar outro.

Este rompimento é importantíssimo para alavancar nossa vida em todos os setores, e mais, pensar na nossa missão individual requer estar em sintonia com o coletivo. Sendo assim, aquilo que vislumbramos ao nosso redor não pode ficar restrito apenas a quem nos rodeia. Porque compromisso é dedicar cem por cento da nossa atenção a algo e ficar também cem por cento à disposição dos assuntos particulares tanto quanto as necessidades pessoais.

Então, independente da situação em que nos encontramos agora, temos um compromisso conosco, bem como com a humanidade. Por isso não podemos restringir nossas potencialidades, pelo contrário, precisamos mostrá-las para o mundo. Isso é como “criar asas e voar” e não escondê-las.

 

Por Cátia Bazzan – Autora do livro Ame Quem Você é – Proprietária do Espaço do Céu: Centro de Terapia Holística.

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