Quantas vezes já não ouvimos a célebre frase:

– Eu me arrependo de ter feito isso…

Tenho certeza de que, se você não a usa com frequência, deve ouví-la de vez em quando. O ser humano tem uma grande capacidade de gerar arrependimentos e carregar as culpas dessas escolhas. Olhando para essas situações, paro e me pergunto:

– Será que estamos certos em carregá-las? Será que essas culpas são verdadeiras e nos pertencem?

Durante a nossa vida, tomamos várias decisões. Desde à roupa que iremos vestir à pessoa com quem vamos casar. Todas elas acarretam ganhos e perdas. É natural que olhemos para trás e pensemos se fizemos as escolhas certas. O problema é quando nos arrependemos e amarguramos os caminhos escolhidos.

Pensando sobre esse tipo de comportamento, vejo que a nossa análise posterior é injusta porque a nossa visão já está modificada pela nossa experiência. É fácil olhar para trás e pensarmos diferente, afinal, já passamos pela situação e adquirimos a experiência que a vivência nos trouxe. Além disso, nossos sentimentos mudaram, assim como as prioridades que nos guiaram naquele momento. Ao olhar o passado, precisamos vestir os olhos da mesma pessoa que decidiu. Devemos carregar, novamente, os mesmos anseios e inseguranças porque foram eles que justificaram os caminhos escolhidos.

Além desse exercício, lembre-se da felicidade que sentiu ao fazer a sua opção. Ela pulsava no seu coração, lhe dando a certeza necessária, não é mesmo? Sei que, muitas vezes, a decisão não nos leva onde desejávamos, mas como saber sem vivê-la?

Pare com esse processo mental de análises, arrependimentos e culpas. Todos os processos pelos quais passamos nos tornam melhores. Muitas vezes, necessitamos da dor. Em outras, as flores são suficientes, mas, independente do que seja, os passos nos modificam, nos amadurecem e trazem experiência. O olhar para o passado deve ter o foco no aprendizado. Ao revermos tudo pelo que passamos, podemos nos guiar para novas decisões. Aprenda e siga adiante. Não se prenda ao passado, acumulando na sua bagagem culpas e arrependimentos. Esses sentimentos lhe consomem de dentro pra fora e lhe impedem de viver novos momentos.

À partir de hoje, se liberte e assuma uma nova postura diante das suas escolhas. Elas são o reflexo do seu momento e da sua maturidade. Costumo dizer que SE minha vó tivesse rodinhas, ela seria uma bicicleta! Livre-se dos SEs!

Namastê.

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