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A melhor religião

por:Iara Fonseca

A melhor religião é a bondade, o amor e a compaixão, o Budismo é um defensor dessa opinião, da qual me aposso, sem titubear. Se todos pensassem assim, com toda certeza, não existiriam guerras religiosas, disputas por territórios sagrados, convicções de que a terra foi deixada por Abraão, por exemplo, aos mulçumanos. Abraão deve estar sofrendo de depressão das mais agudas, vendo o que se deu com as terras onde ele viveu. Jesus então, meus irmãos, não é a toa que a Igreja Católica sempre o retrata chorando lágrimas de sangue ou num sofrimento de dar pena.

Será que só eu penso assim? Muitas vezes me pergunto isso.

Porque não é só no Iraque, no Afeganistão, na faixa de Gaza ou em Jerusalém, que acontecem guerras por causa das ilusões religiosas dos homens. Tudo bem, nesses locais eles mandam bombas, matam civis, aterrorizam mesmo. Mas aqui, sofremos uma guerra velada, sutil, mas que machuca, exclui, e chega ao absurdo. Não entenderam onde quero chegar? Pois vou contar a vocês uma história que tive a tristeza de presenciar, e dizer que a personagem dessa história era um ser muito amado por mim.

A história começa assim, uma família de um estado no centro do Brasil muda-se para o Sul do mesmo país, ao entrar na casa nova, com mil expectativas positivas, saem as ruas do bairro novo na vontade de conhecer os vizinhos. O primeiro impacto foi interessante, todos muito cordiais e simpáticos, oferecendo serviços de jardinagem, ferramentas para o marido, presentes para o filho pequeno, mas tudo isso era aquela obrigação da ?boa vizinhança?, mas o que a família que veio de longe queria era simples, eles queriam amizade, sabe, amizade verdadeira, afinal, vinham de longe e não tinham família para almoços de domingo, crianças para brincar com seu filhinho, essas coisas simples.

Os dias foram passando e o relacionamento cada vez mais formal, o vizinho vinha cortar a grama para ganhar um trocado, mas quando se falava em colocar os filhos para brincar, o vizinho sempre arrumava uma desculpa esfarrapada. A primeira, a segunda, até a quinta desculpa, a mãe engoliu, mas já sentia algo estranho no ar. Começou a devanear. Será que eles têm preconceito por sermos de outro Estado do país? Pensou ela. Mas não pode ser! Os brasileiros tão simpáticos e acolhedores, isso seria muito estranho. Passou alguns dias e ela descobriu como eram chamados aqueles que vinham de fora, no começo não entendeu a palavra direito, raules…Sabe lá o que era isso. Foi comentar com seu marido, e ele, como trabalhava o dia inteiro e não presenciava as situações vividas por ela, não quis acreditar. Ela passou então a conviver com essas pequenas coisas, sendo cada vez mais simpática com os nativos, afinal, ela já tinha a concepção de que deveria sentir amor, perseverar na bondade e transbordar compaixão, mesmo ou até mais ainda, para aqueles que a hostilizasse.


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Segue os dias e ela não consegue se conformar com a situação, meses se passaram e ainda nenhum amigo tinham feito, seu marido começou a culpá-la, dizia que ela não conseguia fazer amigos e isso era uma mentira, pois ela se esforçava muito, mas existia uma barreira clara, uma difícil comunicação, principalmente com esse vizinho da frente, que tinha uma filhinha da mesma idade que o filho dela, os dois ?morriam? de vontade de brincar juntos, pediam, choravam, e a mãe não se cansava de pedir para o vizinho deixar o filho dela, brincar com a menininha.

Ela nem pedia mais para a menina vir brincar na casa dela, porque tinha receio de não confiarem que ela ia cuidar bem dos dois, então pedia para o filho ir na casa deles, principalmente porque o filho dela ainda estava esperando vaga na escolinha e não tinha com quem brincar, mas nada, totalmente em vão.

Sempre as desculpas. “Ah é que eu tenho que trabalhar”. “Minha esposa ta doente”. “Vou ter que cortar a grama aqui de casa”. Dizia ele.

Ela já sentia que era mentira, e a hora da verdade estava prestes a chegar, ela não agüentava mais essa situação, sempre foi defensora da verdade e não admitia a dissimulação dos fatos, principalmente porque o filho dormia e acordava pedindo para brincar, ela não sabia mais o que dizer para ele. Resolveu então ter uma conversa franca com o homem, até pensou em conversar com a mãe da menina, porque sempre o pai falava que a mãe não estava ou que não gostava, mas ela parecia que fugia, tinha um problema de surdez e nunca aparecia quando chamava.

Foi então até lá, tentar um entendimento, estava achando uma judiação com as crianças, começou a conversar com o vizinho e ele todo escorregadio, tentando escapar as perguntas. Até que ele soltou: sabe o que é, é que a minha esposa é muito Evangélica e ela só gosta que a nossa filha brinque com crianças evangélicas. Aaaa, pensou ela, então a verdade apareceu, depois de tantas mentiras, será que eles se envergonham desta atitude, por isso mentem tanto?

Ela saiu chocada, magoada, desconsolada e sozinha, sem amigos, sentindo-se muito mal, mais ainda por causa do seu filho. Como explicaria para uma criança de 4 anos que ?nunca? poderia brincar com aquela menininha, porque a mãe dela tinha um preconceito tremendo em relação a sua família?

Com toda certeza foi um momento difícil, também porque estava chegando o dia do aniversário da menininha e até então, a família não os tinha convidado e nem convidaria.

Chegou o dia da festa, vários balões pendurados pela casa, bem na frente do menininho. A mãe tentou prende-lo dentro de casa naquele dia, para que ele não visse os preparativos e as crianças brincando, mas ele esperneava e chorava muito, chamando o nome da menininha. A mãe chorava junto com toda a situação, que ela nunca havia passado. Chorava por toda uma humanidade, chorava pelos homens insolentes e ignorantes que inventaram tais religiões capazes de tanta crueldade com uma criança inocente.

A raiva tomava conta dela e mesmo com toda a meditação que praticava, aquela situação estava a desequilibrando internamente, sem querer, começou a não mais cumprimentar os vizinhos, a situação era horrível, cada dia pior, eles se encontravam a toda hora, os muros baixos não deixavam outra saída, as crianças, uma com a cara no portão e a outra em cima do murinho conversando escondidinho e a mãe via tudo aquilo como uma cena shakespeariana de Romeu e Julieta, duas famílias que não conseguiam e nem queriam se entender, cada uma com seus motivos particulares. A evangélica achava as roupas e o comportamento da outra, inadequado, pecaminoso, horroroso. A outra, por sua vez, tinha pena, e achava que se não fosse pelo comportamento hostil dos vizinhos poderiam ser amigos sim, porque não?

E dessa história vem a minha pergunta: Onde foi parar a bondade nisso tudo, onde estará o amor dos corações, onde será que foi parar a compaixão para com os semelhantes e suas particularidades? Jesus ensinou a intolerância? Não encontrei ainda nenhuma passagem da Bíblia que conste a permissão de Jesus para tal ato com os que pensam e agem diferentemente daqueles que seguem a Bíblia, esta é uma rica prova do quanto que os homens com seus preconceitos mesquinhos, conseguem transformar a palavra de Jesus em decretos selvagens e ignorantes. E digo mais: Todos nós, não importam as religiões que adotamos, podemos e devemos amar Jesus, cada um do seu jeito e do melhor jeito, ninguém nunca poderá me dizer como devo amar Jesus, daí cito não só os Evangélicos como também os Católicos e todos aqueles que se arriscam a fazer o que Jesus condenava, ou seja, excluir um irmão, julgá-lo, apontar o dedo para qualquer ser diferente.

Mas infelizmente, diariamente, convivo com isso, pessoas me olhando atravessado, me julgando, me condenando, e quanto mais sorrio para elas, mais raiva elas sentem de mim. Perguntam por quê? Porque o que pude constatar é que o preconceito geralmente surge de um ?pecado? e na minha concepção é um defeito a ser mudado, chamado INVEJA. Essas pessoas invejam a liberdade daquele que não precisa estar preso a nenhuma religião para AMAR JESUS. Para amar e agir como ele ensinou. E isso sinceramente é muito triste.

por: Iara Fonseca
Jornalista, Arte-Educadora e Terapeuta Holística.

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