HomeO Chamado da LuzParece que meu botão da dor está sempre apertado (relato de um espírito em tormenta emocional)

Parece que meu botão da dor está sempre apertado (relato de um espírito em tormenta emocional)

Essa foi a mensagem que recebi naquela madrugada de domingo para segunda-feira. A jovem sabia que estava na sintonia errada, também sabia que estava sendo um pouco invasiva de querer pedir a minha ajuda às 00h31min. Ela só foi intrometida porque não estava conseguindo encontrar outro jeito mesmo.

– Tá bom Joice, agora estou aqui e vou responder sua mensagem, também vou ajudar como puder.
– Parece que o botão de dor está sempre ligado.
– Não entendi Joice.
– Sabe o botão da dor, aquele mesmo que é acionado quando alguém que amamos morre ou quando alguma coisa ruim acontece?
– Hummm… Agora estou entendendo. Sim, sei… Interessante essa sua analogia.
– Não é analogia não, é real. Temos o botão da dor e o botão da felicidade. No meu caso, só o botão da dor funciona.
– Credo Joice, isso não pode ser verdade. Você olhou para o céu hoje? Viu que neblina incrível estava lá fora? Você passou sua mão em um galho de alecrim, para sentir o cheiro incrível que ele exala? Tá, eu lhe entendo, tudo bem, pode ser que a sua vida esteja um inferno, mas não vamos começar essa nossa conversa por aí, né? Eu sei que existe dor, sei que existem fases de muita tormenta, mas sei, com todas as forças do meu ser, que o universo é dual (duas polaridades), ou seja, confio em tudo que há de mais sagrado que seu botão da felicidade também funciona. No máximo ele está emperrado.
– Bem que ele me avisou!
– Ele quem Joice?
– Seu amigo Anselmo.
– O que ele te avisou, Joice?
– Que você até iria me ajudar, mas que seria chato…
– Ah, valeu, bem legal da sua parte, né? Já tô parando tudo para te dar atenção e você ainda tá sendo ingrata. Dá um tempo, desse jeito seu botão branco nunca vai funcionar mesmo.
– Quem te disse que é branco o botão da felicidade?
– Poxa Joice, depois eu é que sou o chato? Caraca, é só uma hipótese. Concorda comigo que o botão da dor seria vermelho?
– Não! Claro que não! O botão da dor é preto! É assim que me sinto, no buraco negro.
– Tá bom Joice, desisto. O botão da dor será o preto, mas o da felicidade será branco, porque se você disser que é de outra cor, você está blefando, afinal você me disse que esse não funciona na sua vida. Se não funciona, logo vou deduzir que você não conhece a cor. E como você pediu a MINHA ajuda, eu vou botar a cor do botão que EU quiser. Afinal, posso dizer que ele é branco sim, porque o meu tá sempre ligado.
– Posso continuar falando agora que já chegamos em um acordo quanto a cor dos botões?
– Pode sim, Joice.
– To sofrendo muito. Muito mesmo.
– Por que?
– Eu só enxergo tempestade por onde quer que eu ande. Isso é o umbral?
– De certa forma é sim. Mas você não acha mais certo eu te perguntar isso do que você me perguntar? Afinal você é um espírito desencarnado e tá vendo melhor que eu como é tudo aí.
– Posso continuar? Ou vai me interromper de novo?
– Pode, pode sim.
– Eu não tenho paz, parece que nenhum pensamento na minha cabeça é positivo. Nada que me ocorre é leve ou me traz paz. Sofro constantemente em um ciclo sem fim. Parece que o “repeat” tá ligado na música do sofrimento. Não consigo me desligar.
– Por que não, Joice?
– Me sinto culpada, ao mesmo tempo sinto que não posso me ausentar. Sinto a necessidade constante de interagir, de ajudar, de colaborar, fazer algo para mudar a situação. Mas me vejo cada vez mais atormentada. É como se um programa de computador estivesse rodando na minha mente para que eu sofresse continuamente. Nem consigo dormir mais, porque o que sinto é um pesadelo constante, mas que acontece mesmo sem que eu esteja dormindo.
– Por que você me procurou?
– Achei você na minha sintonia ontem!
– Ah tá, conta outra… Nem f… que eu estou nessa sintonia sua. Olha pra você, não sai uma palavrinha positiva dessa cachopa. Caraca, dá até medo. Assim você não atrai nem obsessor, eles não lhe aguentam.
– Ah tá, muito engraçado. Eu venho aqui te pedir ajuda e você fica me esculachando. Cara, se liga, você estava tão mal humorado ontem que nem quis dirigir o carro. Você estava tão contrariado ontem que sua esposa teve que dirigir. Você parecia uma criança mimada reclamando da vida, lembra?! Vai dizer que não lembra?
– Puts, lembro sim! Só isso foi suficiente para você me achar na sua sintonia?
– ‘Puts’, só isso você fala? Você ficou horas e horas mal humorado reclamando e chama de “só isso”? Pelo amor de Deus, já passou sua mão em um galho de alecrim hoje????
– Porra Joice, tá sendo sarcástica agora! Pelo menos falou uma vez em Deus.
– Então dá para prestar mais atenção em mim agora?
– Dá sim Joice, desculpa, achei que levar na esportiva ia lhe ajudar de alguma forma.

– Sim Bruno, ajudou, mas vamos falar mais sério agora. Eu sempre soube do mundo espiritual, sempre trabalhei minha espiritualidade e minha consciência. E tenho certeza que me ajudou, porque senão eu teria sofrido mais na minha passagem. Eu tive um colapso nervoso, cai no chão do escritório e comecei a me debater. O pessoal logo chamou a emergência, o socorro chegou “rapidão”, mas mesmo assim não resisti. Desencarnei ali mesmo no escritório, com mais de 40 colegas de trabalho aterrorizados me observando. Eu subi rápido, fui encaminhada por uma galera jovem que dizia que tudo ia ficar bem. Eles não eram nada parecido com anjos que imaginei que poderia ver. Tinha toda a pinta de serem jovens e até pouco experientes na função, mas me senti muito bem, num clima totalmente jovial e descolado. Pensava: “se morri, que bom que aqui tem gente bem legal e parecida com que tinha lá”. Dormi por um tempo que não sei precisar quanto foi, mas quando acordei, minha mente parecia tragada para a situação do apartamento em que eu morava. Minha mãe perturbada só pensava em mim de uma forma negativa. Ela tinha transformado a dor do luto em raiva. Ela me culpava por minha morte precoce aos 28 anos. Dizia que tinha morrido porque era muito doida, muito agitada, muito estressada. Até aí tudo bem, sei que contribui de alguma forma, mas algo me diz que era para ser assim, isso não me preocupa em nada. Mas essa energia da minha mãe está me deixando péssima. Essa situação toda me conecta com o apartamento onde ela mora com minha irmã mais nova e isso está me deixando péssima. Então estou sempre ligada a elas. Minha mãe agora tá transformando a vida da minha irmã Ana em um inferno. Ela pega no pé da coitada dia e noite, a menina tá ficando perturbada. Eu já vi que ela está indo por um caminho perturbador, começou a andar com uma galera da barra pesada, já experimentou algumas drogas e começou a ficar meio que indiferente para muitas coisas da vida. Péssimo sinal! E isso tá me matando…
– Mas Joice, você já não morreu?
– Agora você foi imbecil Bruno.
– Certo, mas a piadinha foi boa né? E ela te lembra que a morte não existe né?
– Concordo
-E o que você quer de verdade Joice?
– Que minha mãe pare de falar assim de mim e que minha irmã não se perturbe, que viva a vida dela com alegria.
– Parece sensato. Mas se você não quer que elas sofram, porque você fica próxima a elas? Porque você não se desliga?
– Porque me sinto responsável. Me culpo de certa forma por ter deixado elas sozinhas.
– Mas você já não era assim quando estava dentro do seu corpo físico? Já não vivia fazendo de tudo para garantir que elas vivessem bem? Você sempre controlou tudo e todos que pôde para garantir que sua mãe e sua irmã tivessem a dor do abandono do seu pai suprida.
– Como você sabe que meu pai nos abandonou?
– Veio na minha tela mental.
– É verdade, sempre fiz de tudo para suprir a dor desse abandono.
– Me responda uma coisa Joice: você acha que conseguiu curar a ferida que o abandono as causou?
– Acho que ajudei a tratar, mas não curou de verdade.
– Isso porque essa ferida é uma experiência necessária de cada um. Você nunca poderia curar para elas, só poderia dar apoio. Mas não, você se achava responsável por elas, a salvadora. Veja o que aconteceu com você, sua vida parou nos seus últimos cinco anos. Sem namorado sério, sem paz de espírito, fingindo que tinha propósito na vida, mas você estava apenas vivendo um dia após o outro.
– Como você sabe que eu não conseguia mais arrumar um namorado?
– Caramba Joice, já te expliquei, vem na tela mental. Porque você acha que você colou em mim? Só por causa do meu mau humor de ontem? Claro que não.
– Tá bom, continua.
– Você tentou, da forma menos adequada possível, ajudar a sua mãe e irmã a superarem a dor da perda e do abandono. Mas elas não aprenderam nada com isso, ficaram ainda mais dependentes uma da outra e sobrecarregaram você. O que você não entendeu que essa é mais uma experiência extraordinária oferecida para elas para definitivamente curarem a codependência e o medo de enfrentar a vida.
– E essa dor que eu sinto? Porque é tão forte Bruno? Porque me sinto dentro de um pesadelo sem fim? Não era para eu estar melhor depois que morri?
– Esse pesadelo é a dor das suas cobranças, das suas culpas, das responsabilidades que aceitou equivocadamente. Você não é a responsável pela evolução delas. Você só pode controlar a quantidade de amor que vai emanar para elas, jamais a forma como elas vão tocar a vida. Me parece que você é bem esclarecida espiritualmente e que não está revoltada com sua morte, mesmo tendo sido tão repentina. Não acha isso um sinal da tua evolução? Não acha que você tem muita coisa boa dentro dessa cachopinha iluminada? Será que não tem uns jeitos bem legais de ser útil aí no seu novo plano de existência?
– É verdade, nunca tive medo da morte e dentro de mim alguma coisa me dizia que ia morrer cedo. Eu já sei que tinha esse acordo antes de nascer, já me contaram aqui, mas não me deram muitos detalhes. Eles me liberaram para que eu pudesse escolher o que fazer com essa dor, culpa, medo, confusão, autocobrança. Eu escolhi voltar para o apartamento. Mas eu achei que seria fácil voltar, agora estou presa e conectada a essa lama podre e asquerosa de sentimentos densos.
– Entendo Joice. Vamos para o básico?
– Como assim?
– Rezar, meditar, conectar com a natureza, ler conteúdo útil e de elevação, praticar a gratidão e por aí vai. Eu te ajudo. É bem simples, funciona. É justamente por esse motivo que ontem eu realmente estava mal humorado, e sinceramente, obrigado pelo toque. Mas hoje estou muito bem, me sentindo leve e feliz. O motivo é porque fiz o básico para elevar a minha frequência e você também pode. Vamos juntos fazer uma Conexão de 4 Etapas?
– Vamos sim!

… 5 minutos depois.

– Gostou?
– Muito! Adorei, as tormentas da minha mente aliviaram, parece que consigo ver o sol novamente.
– Agora vamos trabalhar com uma técnica de libertação emocional? Topa?
– Topo.

… 5 minutos depois.

– Uau Bruno! Muito obrigado, estou me sentindo imensamente melhor. Definitivamente me libertei da minha família. Eu só posso orar e emanar amor por elas, o resto é responsabilidade e aprendizado delas. Parece tão simples agora. Muito obrigado!
– Será que você consegue meditar comigo agora? Eu vou falando e você vai seguindo.
– Vamos sim.

… 5 minutos depois.

– Nossa me sinto energizada… Uauuuuuuuu !!! Carambaaaa!!! Quantos monges eu vejo! Eles estão ao meu lado!!! Agora estou vendo. Eles estavam comigo. Estou pronta para ir amigo! Valeu mesmo!!! Desculpe te incomodar tarde da noite aí! Sei que fui intrometida, mas algo me dizia que tinha que falar com você. O mais importante é que não sinto mais o botão da dor acionado!!! Estou sentindo o botão branco ligando! Isso é demais!
– Que isso Joice! Que bom te ajudar! Além disso eu também estou me sentindo melhor. Te ajudar também me ajudou! Bom… já que você está falando assim, posso te pedir algo para retribuir minha ajuda?
– Eh, quer dizer…. Sim, pode, quer dizer…. Se eu tiver como né?
– Você pode se inscrever no nosso canal do Youtube, comentar, curtir e compartilhar?
– Hahahahahahaahah…. Você é bem engraçadinho, né? Valeu Bruno, tô sentindo que é a minha hora, preciso ir, to ficando leve, to flutuando, uhuhuh, flutuando com os monges… Vou seguir… Valeuuuuuuu.

Alguns Esclarecimentos Importantes

Minha esposa Aline estava com dor no quadril e acordou por volta das 00h20min da madrugada de domingo para segunda-feira. E então me levantei, peguei um analgésico e um copo d’água. Eu já tinha feito um chá Fitoenergético, mas não tinha aliviado a dor, então optei pelo remédio mesmo. Logo depois de ingerir ela voltou a se deitar e então decidi “passar um Reiki” nela. Quando eu estava encerrando, logo senti aquela sensação de tormenta, sofrimento e perturbação mental me envolver. Percebi que não era meu, mas que estava me afetando. Comecei a elevar meu pensamento e logo senti que se tratava de um espírito desencarnado querendo falar alguma coisa. Não senti nenhuma forma de ameaça, a moça estava apenas perturbada e fiquei feliz em contribuir. Durante a conversa entendi que teria sido um protetor espiritual que tinha permitido o contato, por isso estaria apto a ajudar. Uma das coisas mais importantes que aprendi na minha jornada de médium e nos contatos que já tive com espíritos é que nada é melhor que a naturalidade e integridade nas conversas, por isso você viu eu fazendo piadas, porque esse sou eu. Talvez você não tenha entendido, mas eu disse que Joice foi intrometida porque de certa forma ela usou minha esposa para ter minha atenção. Só consegui entrar em contato com a jovem porque ela surgiu mais claramente no momento da aplicação do Reiki.

Outra coisa importante é que os seres de luz permitem que espíritos desencarnados peçam ajuda para encarnados como eu, não porque sou iluminado ou poderoso. Longe disso! Mas porque estamos em um nível de vibração muito parecido, e por isso podemos ajudar de uma forma muito direta. Contudo, a todo tempo é possível sentir a presença de amparadores espirituais guiando e inspirando cada passo do processo de ajuda.

E por último, algo que me chamou a atenção, mesmo Joice sendo uma pessoa aparentemente esclarecida espiritualmente, ainda sim, ao retornar ao plano espiritual, depois de seu corpo morrer, caiu em conflito com seus próprios sentimentos e por um curto período de tempo atuou como obsessor de sua família, pois sua presença em espírito atrapalhava e muito o clima psíquico da casa.

Nunca se iluda (eu não me iludo)! A vida é uma grande experiência, um grande teste! Estamos sendo testados o tempo todo. Humildade é ter os pés no chão. Haja o que houver, invista sempre no seu esclarecimento e nunca esqueça-se do básico. Oração, Meditação, Gratidão, Solidariedade, Contato com a Natureza, Cultura Elevada e Boas companhias.

Muita Luz!
Eu acredito em você!
Bruno Gimenes

Aviso de Propriedade

Todos os conteúdos do site Luz da Serra são protegidos por copyright, o que significa que nenhum texto pode ser usado sem a permissão expressa de Luz da Serra Editora Ltda, mesmo citando a fonte.

Responsável pela expansão da Espiritualidade no Brasil, Bruno Gimenes é a personalidade referência nesta área, além de Diretor de Tecnologia e Cofundador da Instituição Luz da Serra. Tem formação em Química Industrial pela UNIMEP, também é professor e palestrante. Autor de 16 livros, sendo 6 em coautoria, que têm vendas superiores a 60 mil unidades. Bruno Gimenes é destaque nas redes sociais, cujos vídeos têm mais de 2 milhões de visualizações por mês no Youtube e a sua página no Facebook possui mais de 126 mil seguidores. Bruno Gimenes é um expert na área da evolução consciencial, com base no desenvolvimento da espiritualidade e na missão de vida, sendo chamado esporadicamente para participar em programas de grande destaque na mídia nacional.

2 COMENTÁRIOS
  • Douglas / 09/07/2017

    Essa experiência narrada Bruno foi muito verdadeira mesmo, senti na pele a situação agora durante a leitura! Deve ter sido muito gratificante a sensação de poder ajudar esta jovem. Muita luz no seu caminho e lembre-se eu vou trabalhar ai com vcs com 100% de certeza que quero isso! Namastê

  • Ana Paula / 08/07/2017

    Gratidão Bruno pela sua postagem, me ajudou muito também que mesmo encarnada me assemelhava ao a Joice sentia. Hoje estou mais conectada com a natureza e buscando desenvolver minha mediunidade com o intuito de também ajudar as pessoas assim como eu fui ajudada. Pratico a gratidão e prece entre outros exercícios todos os dias e estudo também, numa dessas leituras tive a oportunidade através da espiritualidade de ler esse depoimento que me esclareceu muito sobre as arestas que ainda me afligiam, principalmente o entendimento do impacto que momentos de raiva e ira podem afetar nossa vibração. Ta vendo, até a raiva que você estava sentido foi útil, agora eu entendo o impacto do que eu sentia, e porque, nada é indispensável para nossa evolução. Muita luz na tua vida, Eu e meu namorado estamos acompanhando teu canal e o site. Grata por tudo, grata por também me inspirar e fortalecer minha crença no bem maior e que tudo em prol do bem terá exito. Deixo uma frase que assim: ” Enquanto o bem existir o mal tem cura”

    -Namastê

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