- Postado por: Luz da Serra
- Categorias: Espiritualidade, Mestres e Anjos,
Quando foi preso, Jesus sabia que o seu trabalho na Terra, na semelhança da carne mortal, havia sido concluído.
Ele compreendeu plenamente, a espécie de morte que teria e, ele estava pouco preocupado, com os detalhes do seu, assim chamado, julgamento.
Perante o tribunal sinedrista, Jesus se recusou a dar respostas aos depoimentos dos testemunhos perjuros.
Havia apenas uma pergunta, que esclareceria para sempre, uma resposta, feita fosse por um amigo ou um inimigo e que era a que, dizia respeito à natureza e divindade de sua missão na Terra.
Quando perguntado se ele era o Filho de Deus, infalivelmente, ele respondia.
E imperturbavelmente, ele se recusou a falar quando em presença do curioso e perverso, Herodes.
Diante de Pilatos ele falou apenas, quando achou que Pilatos, ou alguma outra pessoa sincera, poderia ainda ser ajudada a ter um conhecimento melhor da verdade, por meio do que ele diria.
Jesus havia ensinado aos seus apóstolos, a inutilidade de atirar as suas pérolas aos porcos e, agora ele ousava praticar o que havia ensinado.
A sua conduta nessa época, exemplificava a submissão paciente da natureza humana, unida ao silêncio majestoso e à dignidade solene da natureza divina.
Ele estava totalmente, disposto a conversar com Pilatos, sobre qualquer questão relacionada às acusações políticas, levantadas contra ele ? qualquer questão que ele reconhecesse, como pertencendo à jurisdição do governador.
Jesus estava convencido, de que a vontade do Pai era de que, ele se submetesse à seqüência natural e comum dos acontecimentos humanos, exatamente, como qualquer outra criatura mortal tinha de fazer; e por isso se recusou, a empregar até mesmo, os seus poderes puramente humanos, de eloqüência persuasiva, para influenciar a conseqüência das maquinações, de seus semelhantes mortais, socialmente míopes e espiritualmente cegos.
Embora Jesus, tenha vivido e morrido no planeta Terra, toda a sua carreira humana, do princípio ao fim, foi um espetáculo destinado a influenciar e a instruir, todo o universo de sua criação e da sua incessante sustentação.
Esses judeus de pouca visão clamavam indecorosamente, pela morte do Mestre, enquanto ele permanecia lá, em um silêncio terrível, olhando a cena da morte de uma nação ? o próprio povo do seu pai.
Jesus havia adquirido aquele tipo de caráter humano que, conseguiria manter a própria compostura e afirmar a sua dignidade, diante mesmo do insulto contínuo e gratuito.
Ele não podia ser intimidado.
Quando, pela primeira vez, foi atacado pelo servo de Anás, ele tinha apenas sugerido que, valeria a pena convocar as testemunhas que poderiam atestar devidamente contra ele.
Do princípio ao fim, no seu chamado julgamento diante de Pilatos, as hostes celestes, observando os acontecimentos, não pôde se abster, de transmitir ao universo uma descrição da cena de "Pilatos, sendo julgado diante de Jesus".
Quando esteve diante de Caifás e quando todos os testemunhos perjuros se desmoronaram, Jesus não hesitou em responder à pergunta, do sumo sacerdote, provendo assim com o seu próprio testemunho, a base que desejavam para condená-lo por blasfêmia.
O Mestre nunca manifestou o menor interesse, pelos esforços bem-intencionados, mas acanhados, de Pilatos, para efetivar a sua libertação.
Realmente tinha pena de Pilatos e sinceramente, tentou esclarecer a sua mente obscurecida.
E ficou totalmente passivo, diante de todos os apelos do governador aos judeus, para retirar as suas acusações criminais contra si.
Durante toda a triste provação, se comportou com uma dignidade simples e com uma majestade sem ostentação.
Ele não quis, nem mesmo, realçar a insinceridade daqueles que queriam assassiná-lo, quando perguntaram se ele era o "rei dos judeus".
Aceitou essa designação, com um mínimo de esforço para retificá-la, pois sabia que, conquanto tivessem escolhido rejeitá-lo, seria ele, o último a representar para eles, uma liderança nacional real, ainda que em um sentido espiritual.
Jesus disse pouca coisa, durante esses julgamentos, mas falou o suficiente, para mostrar, a todos os mortais, a qualidade do caráter humano que pode ser aperfeiçoado por um homem, quando em ligação com Deus e para revelar, a todo o universo o modo pelo qual Deus pode se tornar manifesto, na vida da criatura, quando tal criatura escolhe verdadeiramente, fazer a vontade do Pai, se transformando assim, em um filho ativo do Deus vivo.
O seu amor pelos mortais ignorantes é mostrado amplamente, pela sua paciência e pela sua grande presença de espírito, diante da zombaria, dos golpes e bofetadas dos soldados grosseiros e dos servos irrefletidos.
Ele nem ficou com raiva quando eles vendaram os seus olhos e, ridicularizando-o, esbofetearam o seu rosto, exclamando:
"Profetiza então, quem de nós esbofeteou o teu rosto".
Pilatos falou mais verdadeiramente, do que ele próprio podia supor, quando após Jesus ter sido açoitado, o apresentou à multidão, exclamando:
"Contemplai, aqui está o homem"!
De fato, o governador romano, cheio de temores, mal sonhava que exatamente, naquele momento, o universo permanecia atento, presenciando essa cena única do seu amado Soberano, assim submetido à humilhação, aos escárnios e aos golpes dos seus súditos mortais pouco esclarecidos e degradados.
E o que Pilatos disse, ecoou em todo o Nebadon:
"Contemplai Deus, e o homem"!
Em todo um universo, milhões incontáveis, desde aquele dia, continuaram a contemplar aquele homem, enquanto o Deus de Havona, o dirigente supremo do universo dos universos, aceita o homem de Nazaré, como a satisfação do ideal, para as criaturas mortais, desse universo local do tempo e do espaço.
Na sua vida sem par, ele nunca deixou de revelar Deus, para o homem.
Agora, nesses episódios finais de sua carreira mortal e da sua morte subseqüente, ele fazia uma revelação nova e tocante do homem para Deus.
Texto de José Maria Font Juliá, com base no UB.
Lido: 192 vezes







