- Postado por: Luz da Serra
- Categorias:
Existe um grande perigo de se interpretar mal, os significados de numerosas coisas que foram ditas e os acontecimentos relacionados com o término da carreira do Mestre na carne.
O tratamento cruel dado a Jesus, pelos servos ignorantes e pelos soldados insensíveis, a conduta injusta de seu julgamento, e a atitude insensível dos professos líderes religiosos, não devem ser confundidos, com o fato de que Jesus, se submetendo pacientemente, a todo esse sofrimento e humilhação, estivesse verdadeiramente, cumprindo o desejo do Pai, no Paraíso.
De fato e de verdade, era a vontade do Pai que o seu Filho bebesse o cálice inteiro, da experiência mortal, do nascimento à morte, mas o Pai no céu não teve absolutamente, nenhuma contribuição em provocar o comportamento bárbaro daqueles seres humanos, supostamente civilizados, que tão brutalmente, torturaram o Mestre e que tão horrivelmente, acumularam indignidades sucessivas sobre a sua pessoa, que não opunha a menor resistência.
Aquelas experiências desumanas e chocantes, que Jesus foi levado a suportar, nas horas finais de sua vida mortal não eram, de modo algum, parte da vontade divina do Pai; vontade esta que, a natureza humana de Jesus se comprometera, de maneira tão triunfante a cumprir, na época da rendição final do homem a Deus, como indicado na prece tripla que ele formulou no jardim, enquanto os seus apóstolos cansados, se entregavam ao sono da exaustão física.
O Pai no céu desejava que o Filho auto-outorgado, terminasse a sua carreira na Terra naturalmente, à maneira exata como todos os mortais devem terminar as suas vidas na Terra e na carne.
Os homens e mulheres comuns, não podem esperar ter as suas últimas horas na Terra, bem como o acontecimento subseqüente da morte, facilitadas por uma dispensação especial.
Desse modo, Jesus escolheu abandonar a sua vida na carne da maneira que estivesse de acordo, com o decorrer natural dos acontecimentos e recusou terminantemente, a se livrar das garras cruéis de uma perversa conspiração de acontecimentos desumanos que o arrastaram, com uma certeza horrível, até uma humilhação inacreditável e uma morte ignominiosa.
E cada detalhe, de toda essa assombrosa manifestação de ódio e dessa demonstração, sem precedentes, de crueldade foi o trabalho de homens maliciosos e de mortais perversos.
A vontade de Deus no céu não era essa, nem os arquiinimigos de Jesus, ditaram os acontecimentos, embora eles muito tivessem feito para assegurar que os mortais impensados e perversos, rejeitassem assim o Filho na sua doação de auto-outorga.
Até mesmo, o pai do pecado, desviou o rosto do horror excruciante, da cena da crucificação.
Texto de José Maria Font Juliá, com base no UB.
Lido: 157 vezes







