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Conjunções em nossas vidas

JUN2010 20
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  • Postado por: Luz da Serra
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Conjunções em nossas vidas

por:Inês Maria Arrosi

Incrível como muitas pessoas não gostam da matéria didática Língua Portuguesa. Talvez devido a tantas regras para ?decorar? para pôr em prática e ficar correto.

Se não se escreve direito, então não se dedicou na aprendizagem e não importa o motivo. Uma simples vírgula fora do lugar, a expressão pode ser mal interpretada ou então ter um sentido completamente diverso do real. Ex.: (1º.) O rapaz cantou, a moça que insinuou. 2º.) O rapaz cantou a moça que insinuou).

Um pensamento não descrito claramente pode provocar sérias conseqüências para quem escreveu ou então ser incentivador de anarquias: Ex.: (O rapaz cantou a moça que insinuou ? pode ser interpretado que a moça foi leviana).

Os verbos com muitos sentidos e que não se pode seguir ao pé da letra se a frase não estiver um complemento para poder decifrá-los. Ex.: (1º.) O rapaz cantou ? verbo cantar -, a moça que insinuou. 2º) O rapaz cantou ? verbo paquerar - a moça que insinuou).

Enfim, uma coleção de regras que apenas se dá um pouco de importância quando se precisa nas provas escolares ou então, em exames eliminares de concursos.

Aonde se quer chegar? Bem, fazendo uma comparação, pode-se dizer que a língua portuguesa pode representar nossa vida (agimos por meio do que se fala ou do que se escreve) ou vice-versa (expressamos na fala ou na escrita a forma como agimos). A língua portuguesa está plena de verbos, sujeitos, predicados, antônimos, adjetivos, conjunções, advérbios, etc. Ou seja, como dito anteriormente, cheio de regras e que se mal empregadas, provocam conseqüências nem sempre desejadas. Cada palavra, sozinha ou em conjunto com outras, provoca uma ação.

Ainda, há força na palavra falada e na escrita, contudo, o comprometimento da palavra escrita é maior, pois pode abranger leitores do mundo todo, enquanto que a palavra falada atinge apenas o redor de quem a emitiu. Mesmo assim, ambas pedem reflexão prévia antes de sua efetivação.

A falta de tempo para reflexão é seqüela de nossa atualidade como também é verdadeiro dizer que a falta de reflexão ajudou a provocar a agitada atualidade.

Um exemplo, que se descreve a seguir, pode ajudar a entender melhor a interação entre língua portuguesa x vida x ação x reflexão, que se descreveu até então.

Um conjunto de palavras que são conjunções (conjunções são palavras que servem para conectar orações ou frases), que tenho em mente até hoje, devido as ?decorebas? necessárias é: ...todavia, entretanto, no entanto.... Estas são algumas das conjunções chamadas de adversativas , que indicam uma relação de oposição ou contraste.

Trazendo estas palavras para a nossa vida e fazendo a devida reflexão, elas nos indicam encruzilhadas. São situações que nos cobram atenção e decisões diante de caminhos diferentes a tomar. Se não analisarmos a situação, dando o devido valor a essas palavras sugestivas, muito provavelmente optaremos pelo caminho menos adequado.

Ex.: ? Gostaria muito de construir uma vida com ele, todavia se ele continuar com esta forma de agir será que valerá a pena? Entretanto, se me empenhar a mostrar a ele que suas atitudes atuais estão me machucando e ele compreender, ficarei mais segura em querer construir uma vida com ele. No entanto, se persistir em sua forma de agir atual, devo repensar se quero correr este risco?.

No mesmo exemplo, podemos refletir sobre a força da decisão dos verbos:

Gostaria: Um verbo que demonstra algo que se quer, mas que depende de algo. Podemos querer ou não ceder à dependência.

Empenhar: Um verbo que demonstra força e limite. Podemos ser persistentes, teimosos ou não se esforçar além do mínimo necessário.

Persistir: Um verbo que demonstra continuidade. Se nos iludirmos entendendo persistência ao invés de teimosia, podemos agir errado.

Perceberam neste simples exemplo como a força da aplicação de um tipo de conjunção, como também a força da ação dos verbos pedem reflexões?

Nossa atualidade está agitada, veloz e conflitante, mas deve-se em prol de nossa evolução, dar um maior valor às palavras, quer escritas ou faladas. Deve-se refletir na força delas em nosso contexto de vida, em nossas decisões e ações, para ter reações que provoquem felicidade e não novos carmas.

Precisamos entender e gostar um pouco mais das regras da língua portuguesa, pois a vida nos pede a aplicação destas. Portanto, vamos dar maior significado para as palavras, tentando o máximo possível refletir sobre elas.

Um bom exercício para começar é uma pequena e simples palavra, cuja proporção, significado e força como regra é vital para qualquer pensamento e ação em nossa vida: AMOR.

por: Inês Maria Arrosi

Terapeuta Holística

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