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Gatos, uma paixão incondicional

MAI2010 08
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  • Postado por: Luz da Serra
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Gatos, uma paixão incondicional

por:Nicolas Augusto Fürst

Algumas semanas atrás li um texto da colunista Martha Medeiros, chamado "aristogatos", na qual ela fala de sua paixão instantânea pelo gatos, não obstante a postura individualista e malandra destes pequenos bichos.

Devido a um acontecimento ocorrido ontem, vieram-me à tona todos os sentimentos que nutro pelos dois gatos que habitam (e comandam, por quê não?) a nossa casa. Bem, mas deixarei para contar este fato depois, para primeiro falar de como eles ?entraram? em nossa vida, incluindo aí a minha esposa e todos os amigos próximos que também são apaixonados pelos bichinhos.

Quando era pequeno, assisti na televisão uma reportagem na televisão que falava que os gatos eram perigosos (veja só!), pois transmitiam várias doenças, tais como a toxoplasmose, além de serem "impróprios" para as pessoas com problemas alérgicos.

Tal informação ficou em minha cabeça por cerca de quinze anos, tempo no qual passava distante dos felinos, até que, há cerca de dois anos atrás, minha esposa chegou em casa, num sábado à noite, com uma bolinha de pêlo de três meses enrolada num cobertor e encostada em seu peito, informando-me que aquela figura era o novo integrante da casa.

E a minha reação, qual foi? Não, não vou mentir pra vocês. Sabem o que eu disse? Avisei para primeiro dar um bom banho no bicho, que apenas depois eu encostaria nele. Durante a noite, aquele bichinho de olhos azuis ficou me encarando direto, quase que prevendo o que ocorreria dali pra diante.

No outro dia, devidamente "limpo" (só pra constar, hoje não damos mais banho nos gatos!), denominado de Shiva e com a caixinha de areia própria, o gatinho começou a dar os primeiros passos pela casa, marcando território, acredito hoje eu que transmutando ou transformando aquela energia preconceituosa que eu possuía contra os felinos.

Hoje, quase dois anos depois, já com uma "irmã" chamada Deva, os gatos realmente tomaram conta da casa, a qual parece estar sempre em movimento, mesmo quando ficamos alguns dias distante.

Ah, antes que me esqueça, vou contar sobre o evento que ocorreu ontem. Sempre que posso, deixo os bichanos sair pelo condomínio afora, porque, ao que tudo indica, todos os gatos possuem alma número cinco, ou seja, a sua natureza é de ser livres, aliás, como nós também deveríamos ser, não é mesmo?

Bem, vamos lá. Passada cerca de meia hora, fui dar uma olhada e somente encontrei a Deva, a mais comportada da dupla, que logo voltou para dentro de casa. Mas e o Shiva, onde estava? Olha, esta pergunta eu gostaria de ter sabido a resposta logo, mas levei quase três horas para descobrir.

E, durante estas três horas que o "tigre" ficou no meio da sua floresta particular, atrás do nosso condomínio, ele permaneceu devidamente escondido, sem qualquer chance de eu descobrir o seu paradeiro. Olha, tenho que dizer uma coisa (aliás, várias coisas!): tentei controlar meus pensamentos, visualizando que ele estava bem, que logo estaria de volta, mas confesso que não foi fácil, porque por mais que tentemos praticar o desapego, sabendo que tudo é temporário e impermanente, e que eles também estão cumprindo uma missão aqui na Terra (seja individualmente, seja como almas-grupo), mais percebemos o quanto estes gatos são importantes em nossa vida, principalmente quando permanecem como típicos felinos, e não como meros bichos de pelúcia do homem.

Então, depois destas três horas de centenas de pensamentos, o "velho" Shiva saiu elegantemente de dentro do mato, a passos lentos, andar "marrento", piscando seus olhinhos azuis e sabe fazendo o quê: não, ele não estava pedindo colo nem carinho. O tigre queria comida!!

Bom, não preciso nem dizer a minha cara depois de colocá-lo dentro de casa: disse que ele ficaria "de castigo" (mas não se esqueçam, gato tem alma número cinco), que não sairia mais de casa, etc. Sabem o que aconteceu: hoje pela manhã ambos já estavam passeando tranquilamente pela vizinhança, enquanto que eu tomava chimarrão curtindo o sol, cuidando para que não se repetisse o acontecido.

Portanto, poderia ter falado sobre os benefícios dos gatos dentro de casa, como a limpeza e proteção energética do ambiente, visto que transmutam as energias negativas trazidas por nós, poderia ter mencionado o fato de que são bichinhos muito limpos e carinhosos (quando querem, é claro!), mas preferi contar esta passagem peculiar para dizer somente uma coisa:

Apesar de o amor dos felinos ser condicional, mesmo assim devemos continuar amando-os incondicionalmente, para que possamos evoluir juntamente, de forma amorosa e respeitando as suas características.

Por: Nicolas Augusto Furst

Estudante da vida e do comportamento humano.

Fale com Nicolas, envie seu comentário: nicofurst@terra.com.br


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