- Postado por: Luz da Serra
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Nas lamúrias do coração
por:Domício Martins Brasiliense
Como é bom quando, até sem querer, nos lamentamos um pouquinho a respeito de algumas coisas da vida. Parece que, ao esbravejar nossa revolta por causa de algo que não aconteceu como gostaríamos, estamos expelindo o peso e a dor. Ao nos indignarmos com coisas que consideramos injustas nos sentimos como se desabafássemos este sentimento. Enfim, um monte de coisas que a vida nos traz, nos propicia e outras tantas que criamos, e, em meio a tudo isso, ficamos perdidos entre ganhos e perdas. Será a vida um jogo de ganhos e perdas?
Nossa postura diante da vida, por vezes, é assim: a minha dor, o meu lamento, a minha perda, minha situação financeira, meu dilema profissional, meus conflitos, minha família, meus amores, meu futuro, minhas dores, meus pertences, meus, meus, meus... O que tudo isso tem em comum? O Eu! Bendito e Maldito o eu que tanto busca, tanto quer da vida e para si, mas que no fundo briga, dia a dia, para alcançar pequenas coisas que acredita serem sua verdade. Bendito porque ele é legal e tem o direito de desejar e maldito porque o crucificamos quando não acerta sua caminhada. Mas, será esta a nossa verdade? Ops, eu disse nossa verdade? Ato falho?
Mudaria alguma coisa se acrescentássemos no eu o nós?
Por vários motivos nos condicionamos a pensar no eu: o eu que tem que crescer, estudar, trabalhar, ter família e sucessos sociais. Tipo assim: te vira! ... Qual é? Não pode ser esta a expectativa do Cosmos ou de Deus em relação a nós! Isso tudo é muito pouquinho para o Grande Ser que somos e podemos nos tornar!
... E assim vamos seguindo a vida: equivocados em tudo! Vamos seguindo o que nos disseram e o que os outros disseram a esses que nos disseram... Será que entendemos o espírito da coisa? Então, vamos quebrar essa falsa verdade e nos atirar no nós? Até porque nosso eu anda muito sozinho com suas mazelas, suas frustrações, suas esperanças, enfim: solidão. Chega disso! Chega de sofrer tanto, lutar tanto e achar que temos tão pouco; de olharmos para nosso coração e percebermos tristeza. Vamos dar um basta a esse orgulho que só nos afasta uns dos outros, vamos sair desse estado ensimesmado!
Vamos do ensi, aprisionado no eu, para o nós! Vamos ter prazer juntos, cair juntos e, o principal: caminhar juntos! Pensemos: Eu sou um ser único, sem dúvida, mas sou muito mais ao lado do meu irmão que é outro ser único... Daí somos a totalidade e poderemos chegar muito mais perto daquilo que nossa alma almeja; alma ? almeja, tem algo a ver, certo?
Quando realmente nos aproximarmos uns dos outros estaremos quebrando nosso muro de lamentações e descobriremos o quanto somos semelhantes e mais: descobriremos o que é amar.
Boas vindas ao Nós!
Por: Domício Martins Brasiliense
Psicoterapia Individual. Casal e Família
Psicoterapia Transpessoal e de Regressão - POA/RS
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