- Postado por: Luz da Serra
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Por: Momento Eterno
Em Iron, como em muitas das aldeias menores da Galiléia e da Judéia, havia uma sinagoga e, durante os tempos iniciais das ministrações de Jesus, era costume dele falar nessas sinagogas, no dia de sábado.
Algumas vezes, ele falava no serviço da manhã, e Pedro, ou um dos outros apóstolos, pregava na reunião da tarde.
Jesus e os apóstolos freqüentemente, também ensinavam e pregavam em assembléias noturnas, durante a semana, na sinagoga.
Embora os líderes religiosos de Jerusalém, cada vez mais se opusessem a Jesus, eles não exerciam nenhum controle direto sobre as sinagogas de fora dessa cidade.
Não foi senão mais tarde, durante a ministração pública de Jesus, que foram capazes de criar, de um modo tão abrangente, um sentimento contra ele, a ponto de provocar o fechamento quase universal das sinagogas aos seus ensinamentos.
Nesta época, todas as sinagogas da Galiléia e da Judéia, ainda estavam abertas para ele.
Iron era o local de muitas minas importantes para a época e, já que Jesus nunca tinha participado da vida dos mineiros, ele passou a maior parte de seu tempo nas minas, durante sua permanência em Iron.
Enquanto os apóstolos visitavam as casas e pregavam nas praças públicas, Jesus labutava nas minas com esses trabalhadores subterrâneos.
A fama das curas de Jesus tinha se espalhado até essa aldeia remota, e muitos doentes e aflitos buscaram ajuda, pelas suas mãos, e vários deles, foram grandemente beneficiados pela sua ministração de cura.
Mas, em nenhum desses casos, o Mestre efetuou um chamado milagre de cura, exceto no caso da lepra.
No final da tarde do terceiro dia em Iron, quando Jesus retornava das minas e se dirigia ao seu alojamento, por acaso passou em uma estreita rua lateral.
Quando se aproximou da cabana esquálida de um leproso, o homem afligido, tendo ouvido sobre a fama das suas curas, teve a coragem de abordá-lo, quando passou pela sua porta, e ajoelhado diante dele foi dizendo:
"Senhor, se apenas quisesses, tu poderias limpar-me. Ouvi a mensagem dos teus instrutores, e gostaria de entrar no Reino, se eu pudesse ser purificado".
E o leproso falou desse modo porque, entre os judeus, os leprosos eram proibidos até mesmo de freqüentar a sinagoga ou aderir à adoração pública.
Esse homem realmente acreditava que não poderia ser recebido no Reino vindouro, a menos que pudesse encontrar a cura para a sua lepra.
E Jesus, viu a aflição dele, ouviu aquelas palavras de fé aferrada, e o seu coração humano, foi tocado e a mente divina foi movida pela compaixão.
E, quando Jesus pousou seus olhos sobre ele, o homem caiu com o rosto no chão em adoração. Então, o Mestre estendeu a sua mão e, tocando-o, disse:
"Sim, eu quero ? sê purificado". E, imediatamente, ele foi curado; a lepra não mais o afligia.
Jesus colocou o homem de pé, e lhe ordenou:
"Toma cuidado para não dizer a nenhum homem sobre a tua cura, vá cuidar em silêncio das tuas coisas, mostra-te ao sacerdote e ofereça os sacrifícios como foram mandados por Moisés, como testemunho da tua purificação".
Mas esse homem não fez como Jesus havia instruído que ele fizesse.
Em vez disso, começou a tornar público, para todos na cidade, que Jesus tinha curado a sua lepra e, como ele era conhecido de todos na aldeia, o povo podia ver claramente que ele havia sido curado da sua doença.
E ele não foi aos sacerdotes, como Jesus havia aconselhado que fizesse.
Por conseqüência de ter tornado pública a nova de que Jesus o havia curado, o Mestre foi tão atropelado, pelos doentes que, se viu forçado a se levantar cedo, no dia seguinte, e deixar a aldeia.
Embora Jesus não tenha entrado de novo na aldeia, ele permaneceu dois dias em seus arredores, perto das minas, continuando a instruir os mineiros crentes a respeito do evangelho do Reino.
Essa cura do leproso foi o primeiro, assim chamado, milagre feito de modo intencional e deliberado por Jesus, até esse momento. E era esse um caso verdadeiro de lepra.
De Iron, eles foram para Giscala, proclamando o evangelho durante dois dias e então partiram para Corazim, onde passaram quase uma semana, pregando as boas-novas.
Em Corazim, contudo, eles não puderam conquistar muitos crentes para o Reino.
Em nenhum outro lugar onde ensinara, Jesus tinha encontrado uma rejeição tão geral à sua mensagem.
A permanência em Corazim foi muito deprimente para a maioria dos apóstolos; e André e Abner tiveram muita dificuldade em manter a coragem dos seus condiscípulos.
E então, passando tranqüilamente, por Cafarnaum, eles foram para a aldeia de Madom, onde tiveram um pouco mais de êxito.
Nas mentes da maioria dos apóstolos, prevaleceu a idéia de que, o pouco êxito obtido nas cidades visitadas mais recentemente, era devido à insistência de Jesus para que eles se abstivessem, nos seus ensinamentos e pregações, de se referir a ele como um curador.
Como eles almejavam que Jesus purificasse um outro leproso ou que, de algum outro modo, ele manifestasse o seu poder para atrair a atenção do povo!
Mas o Mestre permaneceu impassível ante seus pedidos fervorosos.
Texto de José Maria Font Juliá, com base no UB.
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