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O Tempo de Espera na Galiléia

SET2009 17
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  • Postado por: Luz da Serra
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O Tempo de Espera na Galiléia

Por: Momento Eterno

Cedo pela manhã, no sábado, 23 de fevereiro do ano 26 d.C., Jesus desceu das colinas para se juntar à companhia de João, acampado em Pela.

Durante todo aquele dia, Jesus se misturou à multidão. Cuidou de um menino que tinha se ferido em uma queda e viajou para um lugarejo vizinho a Pela, para entregar a criança com segurança nas mãos dos pais dela.

A Escolha dos Quatro Primeiros Apóstolos

Durante esse sábado, dois dos principais discípulos de João passaram muito tempo com Jesus.

De todos os seguidores de João, um, que se chamava André, era o mais profundamente, impressionado com Jesus e o acompanhou na viagem a Pela, com o menino ferido.

No caminho de volta, ao encontro de João, ele fez muitas perguntas a Jesus e, pouco antes de chegarem ao seu destino, eles pararam para uma pequena conversa, durante a qual André disse:

"Eu tenho te observado desde que tu vieste para Cafarnaum, e acredito que sejas o novo Mestre e, mesmo não entendendo todos os teus ensinamentos, eu me decidi inteiramente, por te seguir; eu me assentaria aos teus pés para aprender toda a verdade sobre o novo Reino".

E, com uma segurança sincera, Jesus deu as boas vindas a André como o primeiro dos seus apóstolos, daquele grupo de doze que devia trabalhar com ele, na tarefa de estabelecer o novo Reino de Deus nos corações dos homens.

André vinha observando silenciosamente, o trabalho de João e acreditava sinceramente nele; e tinha um irmão muito capaz e entusiasta, chamado Simão, que era um dos discípulos principais de João. Em verdade, não seria um engano dizer que, Simão era um dos principais esteios de João.

Logo que Jesus e André voltaram para o campo, André procurou Simão, o seu irmão e, o levando para um lado, lhe informou estar convencido de que Jesus era o grande Mestre, e que se havia engajado como discípulo.

André disse que Jesus tinha aceitado a sua oferta de serviço e sugeriu também a ele (Simão) que fosse até Jesus, se oferecer para se irmanar ao serviço do novo Reino.

Simão disse:

"Desde que esse homem veio trabalhar na oficina de Zebedeu, eu sempre acreditei que ele fosse enviado por Deus, mas e João"?

"Vamos abandoná-lo"?

"Seria a coisa certa a fazer"?

E então eles concordaram em ir imediatamente, consultar João.

João ficou entristecido com o pensamento de perder dois dos seus conselheiros, mais capazes e dois promissores discípulos, mas bravamente, respondeu às perguntas deles, dizendo:

"Isso não é senão o começo; logo o meu trabalho terminará e todos nós nos tornaremos discípulos dele".

E então André acenou a Jesus para que se aproximasse, enquanto ele anunciava que o seu irmão, desejava aderir ao serviço do novo Reino.

E, dando as boas vindas a Simão como o seu segundo apóstolo, Jesus disse:

"Simão, o teu entusiasmo é louvável, mas é perigoso para o trabalho do Reino".

"Aconselho-te a pensar mais, antes de dizer algo. Eu mudaria o teu nome para Pedro".

Os pais do garoto ferido, que viviam em Pela, tinham convidado Jesus para que passasse a noite com eles e que fizesse daquele, o seu lar, e ele prometeu que sim.

Antes de deixar André e o seu irmão, Jesus disse:

"Bem cedo, amanhã pela manhã, iremos à Galiléia".

Depois que Jesus tinha voltado a Pela, para passar a noite, e enquanto André e Simão ainda estavam discutindo, sobre a natureza de seu serviço no estabelecimento do Reino que viria, Tiago e João, os filhos de Zebedeu, acabavam de chegar de sua longa e inútil procura por Jesus nas colinas.

Quando ouviram Simão Pedro, contar como ele e seu irmão, André, tinham se tornado os primeiros conselheiros, aceitos do novo Reino e que eles estavam para ir, com o seu novo Mestre, no dia seguinte bem cedo, para a Galiléia, Tiago e João, ambos, ficaram tristes.

Eles tinham conhecido Jesus, já há algum tempo e o amavam.

Tinham procurado por ele durante muitos dias nas colinas e, agora que retornavam, ficavam sabendo que outros tinham sido preferidos, antes deles.

Perguntaram onde Jesus tinha ido e se apressaram para encontrá-lo.

Jesus estava adormecido quando eles chegaram a casa, mas acordaram-no dizendo:

"Como é que, enquanto nós, que por tanto tempo vivemos contigo, estávamos procurando por ti nas colinas, tu preferiste outros antes de nós, e escolheste André e Simão como teus primeiros colaboradores no novo Reino"?

Jesus respondeu a eles:

"Acalmai os vossos corações e perguntai a vós próprios: quem mandou que procurásseis pelo Filho do Homem, quando ele estava tratando dos assuntos do seu Pai?"

Depois de terem contado, com detalhes, a sua longa busca nas montanhas, Jesus continuou ainda a sua instrução:

"Vós deveis aprender a procurar o segredo do novo Reino, em vossos próprios corações e não nas montanhas. O que vós estáveis procurando se achava já presente nas vossas almas. Sois de fato meus irmãos - e não necessitáveis ser recebidos por mim -, já éreis do Reino e deveis ficar animados, vos aprontando para também, ir conosco amanhã até a Galiléia".

João, então, ousou perguntar,

"Mas, Mestre, Tiago e eu seremos agregados teus no novo Reino, do mesmo modo que André e Simão"?

E Jesus, colocando uma das mãos no ombro de cada um deles, disse:

"Meus irmãos, vós já estivestes comigo no espírito do Reino, antes mesmo de os outros solicitarem ser recebidos. Vós, irmãos meus, não tendes necessidade de pedir para entrar no Reino; vós tendes estado comigo no Reino, desde o princípio".

"Perante os homens, outros poderão ter tido precedência sobre vós, mas também no meu coração eu já vos coloquei nos conselhos do Reino, antes mesmo de que tivésseis pensado em fazer esse pedido a mim".

"E mesmo assim, poderiam ter sido os primeiros, perante os homens, não tivésseis estado ausentes, em uma tarefa bem intencionada, mas imposta por vós próprios, de procurar por alguém que não estava perdido".

"No Reino que está por vir, não vos deveis ocupar daquelas coisas que alimentam a vossa ansiedade, mas sim e todo o tempo ocupai-vos apenas em fazer a vontade do Pai que está nos céus".

Tiago e João (3º e 4º apóstolos escolhidos por Jesus) receberam a reprimenda de bom grado; nunca mais foram invejosos de André e Simão.

E se prepararam, junto com os seus dois companheiros apóstolos, a fim de partir para a Galiléia na manhã seguinte.

Desse dia em diante, o termo apóstolo foi empregado para distinguir a família escolhida dos conselheiros de Jesus, da imensa multidão de discípulos crentes que iria segui-lo posteriormente.

Tarde naquela noite, Tiago, João, André e Simão mantiveram uma conversa com João Baptista e, com lágrimas nos olhos, mas a voz firme, o valente profeta judeu entregou dois dos seus discípulos principais, para que se tornassem apóstolos do Príncipe Galileu do Reino, que estava para vir.

Texto de José Maria Font Juliá, com base no UB.

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