Universo Holístico, Evolução e Consciência

Centrifugando meu Eu

AGO2009 15
A- A+
  • Postado por: Luz da Serra
  • Categorias:
Centrifugando meu Eu

Por: Domício Martins Brasiliense

Sabe um daqueles momentos em que as coisas da vida e a vida que estamos tendo nos deixam confusos ou com muitas dúvidas?

Daí parece que tudo fica meio misturado, que algo está errado e surge a sensação de que devemos ter alguma atitude diante disso tudo. Então vem àquela sensação de estar Centrifugando meu (nosso) Eu.

Cada um de nós, criado num mundo que estimulou o individualismo e ensinou a conquistar falsos valores, esqueceu de ser indivíduo; ser que é único especial e busca desenvolver seu real talento nesta vida.

Centrifugando meu Eu... Como apareceu gente! Todos os que foram família, foram infância, foram escola, adolescência, descobertas, sexo, paixão, amor... Também foram acréscimos, experiências, aprendizados, frustrações... E também algumas perdas: de esperança, de fé, de amizade, de companhia, de amor... Mas elaboramos.
Naqueles momentos em que nos sentimos confusos, todas essas pessoas se misturam na centrifugação e me questiono o porquê disso tudo. Fico a procurar onde tudo isso deveria me levar e se estou agindo a favor da minha missão nesta vida. Questiono-me, entro em conflitos, olho para os lados e parece que não há muito sentido, que algo está fora do lugar e vem aquela sensação: Fiquei Indefinido!

A afirmação de estar indefinido nos leva exatamente ao seu oposto: a definição. Então, defina-se! Como começar? Quem sabe? Ninguém!

Mas existem pequenos caminhos que todos nós podemos começar a trilhar. Inicie perguntando-se se sabe o porquê de não estar bem agora. Se não souber, comece a pensar no que o (a) incomoda e faz aparecer àquela sensação de desconforto. Se ainda não adiantar, pense em que momentos você sorri e em qual o sorriso se apaga. Vá pegando a artimanha desses pequenos indícios: conforto - desconforto. Assim é que nos conhecemos: voltando-se para nosso interior e respeitando o que urge em nós.

Por conseguinte, se já souber o que é desconfortável, volte-se para si e tente entender o porquê de você estar sentindo-se assim e qual o aprendizado a ser realizado. Lembre-se que tudo é um contexto, que não vibramos sozinhos e que somos cúmplices de tudo o que há em nossas vidas, portanto sempre há algo a ser descoberto para a aprendizagem.

Centrifugando meu Eu é o grito, o socorro por mudança. Quando centrifugamos nos voltamos para nosso eu e, por vezes, de forma sofrida e solitária desejamos espremer tudo para ver no que dá. Fique ligado (a): este é o momento de expandir-se! É justamente quando temos vontade de nos encolher que devemos colocar um amaciante, algo que nos faça voltar para o externo, para o porvir; o enigmático dia de amanhã. Não abra mão de acreditar em si! Expanda-se! Cada um de nós é o todo e este nos espera para que possamos fazer descobertas de novas verdades, outros valores, outra forma de sentir e viver a vida. Faça e aconteça, dê um sentido a sua existência. Seja teimoso (a) em não abrir mão do seu talento e da sua missão nesta vida.
A Centrifugação por vezes é necessária e imprescindível para a evolução, mas não se esqueça de, no momento certo, colocar o amaciante: o amor por si e a expansão da consciênica!


Domício Martins Brasiliense
Psicoterapia Individual. Casal e Família
Psicoterapia Transpessoal e de Regressão
domicio2@gmail.com

Lido: 178 vezes

« COMPARTILHE

0 comentário(s)

Deixe seu comentário

Caso tenha alguma pergunta faça diretamente ao e-mail do autor.