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Trabalho pessoal em Corinto

JUL2009 25
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  • Postado por: Luz da Serra
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Trabalho pessoal em Corinto

Jesus e Ganid tiveram muitas outras experiências interessantes em Corinto.

Tiveram conversas íntimas com um grande número de pessoas; e estas tiraram um grande proveito da instrução recebida de Jesus.

Ao moleiro ele ensinou como moer os grãos da verdade no moinho da experiência viva, de modo a fazer com que as coisas difíceis da vida divina se tornassem aceitáveis mesmo pelos seus semelhantes mortais fracos e débeis.
Disse Jesus:

"Dá o leite da verdade àqueles que são ainda bebês na percepção espiritual. Na tua ministração de vida e de amor, sirva o alimento espiritual de uma forma atraente e adequada à capacidade de receptividade de cada um entre aqueles que te fizerem perguntas".

Ao centurião romano ele disse:

"Dá a César as coisas que são de César e a Deus as coisas que são de Deus. O serviço sincero a Deus e o serviço leal a César não entram em conflito, a menos que César tenha a presunção de arrogar a si aquela homenagem que só pode ser pretendida pela Deidade. A lealdade a Deus, para aqueles que chegarem a conhecê-Lo, transformá-los-á a todos nos mais leais e fiéis na sua devoção a um imperador condigno".

Ao fervoroso líder do culto mitraico ele disse:

"Fazes bem em buscar uma religião de salvação eterna, mas tu te enganas ao buscar uma verdade assim gloriosa entre os mistérios tecidos pelos homens e nas filosofias humanas. Acaso não sabes que o mistério da salvação eterna reside na tua própria alma"?

"Não sabes que Deus no céu enviou o Seu espírito para viver dentro de ti, e que esse espírito guiará a todos os mortais amantes da verdade e que servem a Deus, na saída desta vida e pelos portais da morte até as alturas eternas da luz, onde Deus espera receber os Seus filhos"?

"E nunca te esqueças: tu que conheces a Deus, serás o filho de Deus se, verdadeiramente, aspirares a ser como Ele".

Ao instrutor epicurista ele disse:

"Fazes bem em escolher o melhor e em apreciares o que é bom. Mas estarás sendo sábio ao deixares de discernir as coisas maiores da vida mortal, aquelas coisas que estão incorporadas aos reinos espirituais e que surgem da compreensão da presença de Deus no coração humano"?

"A grande coisa em toda a experiência humana é a tomada de consciência de que tu conheces o Deus cujo espírito vive dentro de ti e que procura conduzir-te avante na jornada longa e quase sem fim, até alcançares a presença pessoal do nosso Pai comum, o Deus de toda a criação, o Senhor dos universos".

Ao empreiteiro e construtor grego ele disse:

"Meu amigo, enquanto constróis as estruturas materiais para os homens, desenvolve um caráter espiritual à semelhança do espírito divino dentro da tua alma. Não deixa a tua realização como construtor temporal se sobrepor à tua realização como filho espiritual do Reino do céu".

"Enquanto constróis as mansões do tempo para os outros, não negligencies de assegurar, para ti próprio, o teu direito às mansões da eternidade. E lembra-te sempre, há uma cidade cujas fundações são corretas e verdadeiras, e cujo construtor e criador é Deus".

Ao juiz romano ele disse:

"Ao julgar os homens, lembra-te de que tu próprio algum dia irás a julgamento, perante o tribunal dos Governantes de um universo".

"Julga com justiça e com misericórdia mesmo, pois tu próprio algum dia irás aguardar pela consideração misericordiosa das mãos do Árbitro Supremo".

"Julga como tu serias julgado sob circunstâncias semelhantes, sendo assim guiado pelo espírito da lei bem como pela sua letra. E, do mesmo modo que concederes uma justiça dominada pela equanimidade, à luz da necessidade daqueles que forem trazidos diante de ti, do mesmo modo terás o direito de esperar uma justiça temperada pela misericórdia quando, algum dia, te colocares perante o Juiz de toda a Terra".

À proprietária da estalagem grega ele disse:

"Ministra a tua hospitalidade como alguém que entretém os filhos do Altíssimo".

"Eleva o enfadonho da tua lida diária aos níveis elevados das belas-artes, por intermédio da compreensão cada vez maior de que tu ministras Deus às pessoas em quem Ele reside pelo espírito Dele que desceu para viver dentro dos corações dos homens, buscando com isso transformar as suas mentes e guiar as suas almas ao conhecimento do Pai, no Paraíso, de todas essas dádivas outorgadas do espírito divino".

Jesus teve muitas conversas com um mercador chinês.
Ao se despedir, Jesus recomendou a ele:

"Adora apenas a Deus, que é o verdadeiro ancestral do teu espírito".

"Lembra-te que o espírito do Pai vive sempre dentro de ti e sempre orienta a tua alma na direção do céu. Se tu seguires as orientações inconscientes desse espírito imortal, estejas certo de continuar no caminho elevado de encontrar a Deus".

"E quando tu alcançares o Pai no céu, será porque, ao procurá-Lo, tu te tornaste mais e mais como Ele".

"E então adeus, Chang, mas apenas por uma estação, pois nos encontraremos de novo nos mundos da luz, onde o Pai das almas espirituais providenciou muitos deliciosos pontos de parada para aqueles a quem o Paraíso espera".

Ao viajante, vindo da Bretanha, ele disse:

"Meu irmão percebo que buscas a verdade e, pois, te sugiro pensar na possibilidade de que o espírito do Pai de toda a verdade possa residir dentro de ti".

"Por acaso já tentaste sinceramente conversar com o espírito da tua própria alma"?

"Tal coisa é de fato difícil e muito raramente leva a consciência ao êxito; mas toda tentativa sincera, da mente material, de se comunicar com o seu espírito residente sempre alcança algum êxito, não obstante a maioria dessas magníficas experiências humanas deva permanecer como um registro supra-consciente nas almas desses mortais cientes de Deus".

Ao garoto em fuga, Jesus disse:

"Lembra-te de que há duas coisas das quais tu não podes fugir ? de Deus e de ti próprio. Para onde quer que possas ir, levar-te-ás contigo a ti próprio e ao espírito do Pai celeste que vive dentro do teu coração".

"Meu filho, para de tentar enganar a ti próprio; te estabeleça na prática corajosa de encarar os fatos da vida, te apóia firmemente na segurança da filiação a Deus e na certeza da vida eterna, como eu te ensinei. Desse dia em diante te proponha ser de fato um homem, um homem determinado a encarar a vida com bravura e com inteligência".

Ao criminoso condenado ele disse, no último momento:

"Meu irmão, tu caíste no caminho do mal. Tu te perdeste do teu caminho; e te emaranhaste nas malhas do crime".

"Conversando contigo, eu bem sei que não planejaste fazer as coisas que acabaram por te custar a tua vida temporal".

"Mas tu fizeste esse mal, e os teus semelhantes te julgaram culpado; e determinaram que tu morresses".

"Tu não podes, e nem eu, negar ao Estado esse direito de se auto-defender da maneira que for da sua própria escolha. Parece não haver nenhum meio humano de escapares da penalidade pelos teus malfeitos".

"Os teus semelhantes devem te julgar pelo que fizeste, mas há um Juiz a quem tu podes apelar, pedindo que te perdoe, e que irá te julgar segundo os teus reais motivos e pelo melhor da tua intenção".

"Não tens de temer encontrar o julgamento de Deus se o teu arrependimento é genuíno e a tua fé sincera. O fato de que o teu erro traz em si a pena de morte, imposta pelo homem, não prejudica a possibilidade que tem a tua alma de obter a justiça e de desfrutar da misericórdia perante as cortes celestes".

Jesus teve o prazer de ter muitas conversas íntimas com um grande número de almas famintas, grande demais para que tenham todas um lugar nestes registros.

Os três viajantes em muito apreciaram a permanência em Corinto. E, à exceção de Atenas, que era mais renomada como um centro educacional, Corinto foi a cidade mais importante da Grécia durante esses tempos romanos; e nos dois meses que eles passaram nesse centro comercial em florescimento tiveram oportunidade, todos os três, de ter experiências bem valiosas.

A permanência deles nessa cidade foi a mais interessante de todas as paradas no seu caminho de volta de Roma.
Gonod tinha muitos interesses em Corinto, mas finalmente os seus afazeres terminaram, e eles se prepararam para velejar até Atenas.

Viajaram em um pequeno barco que foi carregado por via terrestre de um porto até outro em Corinto, a uma distância de dezesseis quilômetros.


Texto de José Maria Font Juliá, com base no UB.

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