- Postado por: Luz da Serra
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A teoria de Mesmer, o mesmerismo, baseado no magnetismo animal, é uma espécie de mistura de conhecimentos astrológicos e científicos. Utiliza-se basicamente da fixação dos olhos e os passes com as mãos influenciando magneticamente os sintomas da enfermidade.
Franz Anton Mesmer nasceu em Well, Áustria, em 1733, foi o criador da filosofia do mesmerismo, e é considerado o pai do magnetismo animal.
Ele formou-se em Medicina e estudou filosofia, direito e teologia. Freqüentava constantemente círculos ocultistas, locais onde obteve muitos conhecimentos alquímicos.
Estudou profundamente a vida e a obra do Dr. Paracelsus.
A tese de formatura de Mesmer fazia referência a uma medicina de outros tempos: "De Influxo Planetarum In Corpus Humanum". A tese descrevia a influência dos planetas por intermédio de um fluido universal com poderes magnéticos sobre a matéria viva. Descrevia, também, o magnetismo animal, que, segundo ele, existia em duas formas opostas e tenderia a emanar dos lados direito e esquerdo do corpo humano. Explicava que a cura das enfermidades consistia na restauração do equilíbrio, ou harmonia alterada entre os fluidos. Com base nessas teorias, Mesmer construiu sua técnica terapêutica utilizando a fixação dos olhos e os passes com as mãos.
As teorias de Mesmer afirmavam que um princípio imponderável atuava sobre os corpos; em todo o organismo vivente existia um fluido magnético no qual circulava uma força especial, animando tanto o mundo orgânico como o inorgânico; que esse fluido se transmitia, podendo revigorar os corpos debilitados; que as pessoas dotadas de grande vitalidade poderiam transmitir essa energia para os outros, se soubessem dirigi-la, utilizando as mãos.
Sobre as forças vitais, Mesmer apoiou-se em Willian Maxel, que em 1676, na sua obra "Medicina Magnética", afirmou que a alma humana não estava contida dentro dos limites do corpo e atuava fora dele; que o corpo humano emitia radiações, compostas de elementos materiais, que seriam os veículos transmissores da ação da alma e que continha forças vitais. Mesmer assegurava que dirigindo esses fluidos seguindo métodos corretos, seria possível "curar as doenças dos nervos e imediatamente outras", e, que "a arte de curar chegaria, assim, à sua perfeição última".
Acrescentava, ainda, Mesmer, que o organismo como um todo, agia como elemento sensível e captador das energias fluídicas. Qualquer desequilíbrio rompendo a harmonia entre o homem e o todo, geraria a doença. Dessa forma, explicava, não haveria senão uma única doença, sob múltiplos aspectos, como, similarmente, não haveria senão um único remédio para todos os males: o magnetismo.
Foi aí que estabeleceu diretrizes que regeriam toda sua vida. Logo após tornar-se médico, conheceu o trabalho do Jesuíta Hell, que obtivera êxito com a aplicação de ímãs sobre o corpo humano. Mesmer, a princípio, incorporou as técnicas de Hell, posteriormente, notou que as curas que obtinha não eram causadas pelos ímãs, mas sim pelos "fluidos" de seu próprio corpo. Mudando-se para Paris, publicou um livreto descrevendo a nova força por ele descoberta e a qual chamou de Magnetismo Animal.
Suas descobertas baseavam-se em 27 teses. Eis algumas:
- Existe uma influência recíproca entre os corpos celestes, a Terra e todos os organismos animados;
- O fluído universal é o agente dessa influência;
- Essa ação recíproca está sujeita às leis da mecânica;
- Os corpos gozam de propriedades análogas ao ímã;
- Essas propriedades podem ser transmitidas a outros corpos animados ou inanimados;
- A moléstia é apenas a resultante da falta ou desequilíbrio, na distribuição do magnetismo pelo corpo.
Seu trabalho foi cultuado por muitos e perseguido por outros, principalmente colegas médicos que o chamavam de charlatão e embusteiro. Também a Igreja condenava o magnetismo, e, por tabela, a ele. Em 1813, um teólogo francês escrevia que "o sonambulismo e o magnetismo eram sobrenaturais e diabólicos, anticristãos, anticatólicos e antimorais. Tudo provinha da ação de fluidos de origem infernal".
Publicou, em 1779, "Memóire Sur La Découverte Du Magnestisme Animal", obra que explicava suas descobertas e que teve grande importância no desenvolvimento do hipnotismo e sonambulismo.
Ao final da vida terrena, desgostoso e incompreendido, como acontece com a maioria dos gênios que se adiantam no tempo da evolução, retirou-se para a Suíça, onde desencarnou em 1815.
Colaboração: Amanda Dreher
amandadreher@hotmail.com
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