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As viagens para fora de Roma

JUL2009 20
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  • Postado por: Luz da Serra
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As viagens para fora de Roma


Jesus, Gonod, e Ganid fizeram cinco viagens para fora de Roma, até pontos de interesse, em territórios vizinhos.

Em visita aos lagos italianos, ao norte, Jesus teve a longa conversa com Ganid a respeito da impossibilidade de ensinar a um homem sobre Deus, se o homem não deseja saber de Deus.

Eles tinham encontrado casualmente um pagão irrefletido durante essa viagem aos lagos, e Ganid ficou surpreso de que Jesus não seguiu a sua prática usual de atrair o homem para uma conversa que naturalmente conduziria ao discorrer sobre as questões espirituais.

Quando Ganid perguntou ao seu Mestre por que ele demonstrara tão pouco interesse nesse pagão, Jesus respondeu:

"Ganid, o homem não estava com fome da verdade".

"Ele não estava descontente consigo próprio".

"Ele não estava pronto para pedir ajuda, e os olhos da sua mente não estavam abertos para receber luz para a sua alma".

"Aquele homem não estava maduro para a colheita da salvação; deve lhe ser dado mais tempo para que as provações e as dificuldades da vida o preparem para receber a sabedoria e o conhecimento superior".

"Ou, se pudéssemos tê-lo vivendo conosco, poderíamos, através das nossas vidas, mostrar a ele o Pai no céu, e assim ele ficaria tão atraído pelas nossas vidas, como filhos de Deus, que seria forçado a indagar sobre o nosso Pai".

"Tu não podes revelar Deus àqueles que não O procuram; tu não podes conduzir almas relutantes às alegrias da salvação".

"É preciso que as experiências da vida proporcionem ao homem que ele tenha a fome da verdade; ou ele deve estar desejando já conhecer a Deus, em resultado do contato com as vidas daqueles que conhecem o Pai divino, antes que outro homem chegue a poder ser útil em conduzir esse semelhante mortal ao Pai no céu".

"Se conhecermos a Deus, o nosso trabalho real na Terra é viver de um modo tal que permita ao Pai se revelar nas nossas vidas a fim de que, assim, todas as pessoas que buscam a Deus vejam o Pai e peçam a nossa ajuda para melhor conhecerem sobre o Deus que, dessa maneira, se expressa nas nossas vidas".

Foi na visita à Suíça, subindo as montanhas, que Jesus teve uma conversa durante todo o dia com o pai e o filho sobre o budismo.

Muitas vezes Ganid tinha feito perguntas diretas a Jesus sobre Buda, mas tinha sempre recebido respostas evasivas de um certo modo.

Agora, na presença do filho, o pai fez a Jesus uma pergunta direta sobre Buda, e recebeu uma resposta direta.

Disse Gonod:

"Eu gostaria realmente de saber o que tu pensas de Buda".
E Jesus respondeu:

"O vosso Buda foi muito melhor do que é o vosso budismo".

"Buda foi um grande homem e, mesmo um profeta, para o seu povo; mas ele foi um profeta órfão".

"Com isso eu quero dizer que ele perdeu de vista, muito cedo, o seu Pai espiritual, o Pai no céu".

"A experiência dele foi trágica".

"Ele tentou viver e ensinar como um mensageiro de Deus, mas sem Deus".

"Buda guiou a sua nave da salvação diretamente até o porto da salvação, até a entrada do ancoradouro da salvação, para os mortais e, por causa de planos errados de navegação, a boa nave ficou encalhada à deriva".

"E lá tem permanecido durante muitas gerações, imóvel e quase que desesperadamente encalhada".

"E, muitos entre os do vosso povo têm permanecido, assim, durante todos esses anos".

"Eles vivem a uma curta distância das águas seguras do repouso, mas se recusam a entrar porque a nobre embarcação do bom Buda teve a má sorte de encalhar no fundo, do lado de fora do porto".

"E o povo budista nunca irá entrar nesse porto, a menos que abandone filosoficamente a embarcação do seu profeta e que se apodere do seu nobre espírito".

"Tivesse o vosso povo permanecido fiel ao espírito de Buda, e vós teríeis já há muito entrado no vosso porto de tranqüilidade espiritual, de descanso da alma e de segurança de salvação".

"Tu vês, Gonod, Buda conhecia Deus em espírito, mas claramente não teve êxito em descobri-lo na mente; os judeus descobriram Deus na mente, mas não tiveram êxito em conhecê-lo em espírito".

"Hoje, os budistas se debatem em uma filosofia sem Deus, enquanto o meu povo está deploravelmente escravizado ao medo de um Deus, sem uma filosofia salvadora de vida e de liberdade".

"Vós tendes uma filosofia sem um Deus; os judeus têm um Deus, mas estão primariamente sem uma filosofia de vida ligada a esse Deus".

"Buda, por não ter tido êxito em uma visão de Deus, como espírito e como Pai, não teve êxito ao prover o seu ensinamento com a energia moral e com o poder espiritual impulsor que uma religião deve possuir se quiser mudar uma raça e elevar uma nação".

E então exclamou Ganid:

"Mestre façamos tu e eu uma nova religião que seja boa o suficiente para a Índia e grande o bastante para Roma e, talvez possamos levá-la até os judeus em troca de Yavé".
E Jesus retorquiu:

"Ganid, as religiões não são criadas assim. As religiões dos homens levam grandes períodos de tempo para crescer, enquanto as revelações de Deus reluzem sobre a Terra, nas vidas dos homens que revelam a Deus para os seus semelhantes".

Mas eles não compreenderam o significado dessas palavras proféticas.

Naquela noite depois que se recolheram, Ganid não podia dormir.

Ele conversou durante um longo tempo com o seu pai e finalmente disse:

"Sabes pai, algumas vezes eu penso que Joshua é um profeta".

E o seu pai respondeu sonolento:

"Meu filho há outros...".

Desde esse dia, pelo resto da sua vida natural, Ganid continuou a desenvolver uma religião dele próprio.

Ele estava persuadido fortemente, na sua própria mente, pela grandeza de Jesus, pela sua eqüidade e tolerância.
Em todas as conversas que tivera com Jesus, sobre a filosofia e a religião, esse jovem nunca experimentou ressentimentos nem reações de antagonismos.

Que cena para as inteligências celestes contemplarem, esse espetáculo do jovem indiano propondo, ao Criador de um universo, que eles elaborassem uma nova religião!
E, embora o jovem não o soubesse, eles estavam fazendo uma nova e eterna religião, exatamente ali e naquele momento - um novo caminho de salvação: a revelação de Deus ao homem feita por Jesus, e em Jesus.

Aquilo que o jovem mais queria fazer ele estava, inconscientemente, realizando de fato.

E assim foi, e é, sempre.
Tudo aquilo que a imaginação humana, iluminada, bem refletida e conduzida pelo ensinamento espiritual, está na busca de fazer, de todo o coração e sem egoísmos, e de ser, se torna comensuravelmente criativo de acordo com o nível da dedicação com que o mortal se põe a fazer divinamente a vontade do Pai.

Quando o homem entra em comunhão com Deus, grandes feitos podem acontecer e de fato acontecem.


Texto de José Maria Font Juliá, com base no UB.
momentoeterno@terra.com.br

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