- Postado por: Karina Sensales
- Categorias: Espiritualidade, Vida e Saúde,
APRENDENDO A ME AMAR
Ainda falando sobre autoaceitação, escrevi algumas palavras sobre essa minha busca. São sentimentos que carreguei dentro de mim por muito tempo e que criaram limitações no meu campo áurico e na minha vida terrena. Espero que essas palavras possam auxiliar no processo de libertação de outras pessoas, afinal, de que valem as dádivas se não pudermos compartilhá-las?
Namastê.
Se eu tive problemas com os olhos, era porque eu não queria enxergar. Se eu tive problemas com os ouvidos, era porque eu não queria ouvir. Se eu tive problemas com o corpo comendo demais, era porque eu não queria sentir. Eu nasci perfeita. Não como eu penso ser a perfeição, mas sim, Deus. O meu pensar é contaminado pela ação do homem e pelas suas idéias de belo e digno. E quem disse que deve ser assim? Belo é aquilo que nos traz paz, harmonia. Ali está a beleza de Deus e não nas revistas ou onde o homem determinou. Eu me neguei a minha vida toda, alisando meus cabelos, corrigindo meus olhos, comendo para não sentir o que me incomodava. Era mais fácil comer do que enfrentar o que acontecia no meu coração, no meu ser. Agora entendo o vazio que existia dentro de mim, a raiva, mesmo sendo feliz, tendo tudo: filhos, marido. Eu comia porque era bom. Ali eu sentia o estupor que não encontrava em outro lugar.
Hoje, eu me vejo como uma criação de Deus e não há como questionar nada que ele faz. A minha beleza é única e maravilhosa assim como Ele a criou. Preciso me tratar com carinho, cuidando da casca que me carrega, mas não tenho que modificá-la ou adaptá-la de acordo com as minhas vontades. Nós quem precisamos nos adaptar à nossa casca porque até nisso há um aprendizado. Se ame como criatura de Deus e seja feliz, entendendo que até na crespura dos seus cabelos há um porque.
Fonte da imagem: www.sxc.hu
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