- Postado por: Espaço do Céu
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SOMOS O QUE ACREDITAMOS SER
Algumas pessoas têm por hábito, antecipar as coisas que vivenciam. Estas, quase sempre, querem prever o que vai acontecer depois, por isso, agem da maneira que julgam certo, mas que às vezes pode não ser a melhor. A ânsia de resolver imediatamente, de não ter pendências, de organizar e de controlar as situações, acaba por prejudicar o verdadeiro sentido, do aprendizado que poderiam obter. Ou ainda, as levarão a ter que aceitar coisas as quais não queriam que tivesse ocorrido.
Muitas vezes, nem notamos que estamos antecipando as coisas, como por exemplo, viajar preparando o carro com todos os acessórios de primeiros socorros para um possível acidente; guardar dinheiro para uma possível falta dele; sair de férias preocupando-se com o final delas... Dentre várias preocupações também temos a tendência de querer falar ansiosamente, e em alguns momentos, sem deixar os outros falarem ou até mesmo interrompendo alguém que está falando. Também, podemos antecipar todas as respostas que alguém precisa para suas dúvidas, porém nem sempre é o mais conveniente para elas.
Neste perfil de pessoa, falta e muito, ter calma para resolver as pendências, falta também contemplar mais os acontecimentos, vivenciando-os com mais afinco, aproveitando a dádiva da experiência as quais muitas vezes não se repetem, e sem se preocupar tanto com o que vem depois. Todavia, a calma e a tranquilidade só serão adquiridas com a conisciência de que precisamos viver mais o momento presente, algo tão recomendado nos dias de hoje.
A palavra preocupar já diz que estamos “pré-ocupando” nossa mente com pensamentos os quais não são importantes para o momento. Sendo assim, nossa mente confusa nem sempre conseguirá vislumbrar um futuro verdadeiro, pois além de precipitar algumas coisas negativas, poderemos sentir ansiedade por ter que esperar algo acontecer. Também poderemos sentir medo de ter que enfrentar algo que não queremos.
Já sabemos que nossa mente cria nosso universo, ou melhor, somos o que pensamos. Por isso, inevitavelmente, acabaremos atraindo acontecimentos - projetados para o futuro - gostando ou não, sendo bons ou ruins.
Embora muitas pessoas tenham premonições - através de sonhos e de sensações - sua intuição extremamente aguçada, é muito perturbada mental e emocionalmente. Somente quem consegue ficar sereno, calmo, em paz e sem nada na mente, pode dizer que recebe cem por cento de informações precisas pela intuição. Mas a maioria de nós pode até pressentir as sensações que tem entretanto nossos medos e anseios corriqueiros podem afetar a precisão desses pressentimentos.
Quando nos preparamos para saber de algo através de meditações, onde praticamos a “mente vazia”; quando usamos alguma terapia para entrar num estado leve e sereno ou quando nos preparamos para dormir, protegendo o quarto com orações e mentalizações, poderemos saber de muitas coisas e até prever o que acontecerá com discernimento. É neste estado que não teremos perturbações de nenhuma espécie. Ainda assim, é recomendado que nosso foco, quando queremos saber de algo, não seja para o futuro, porque o nosso futuro depende do presente. Para sabermos o que ocorrerá amanhã, é só refletirmos como estamos vivendo hoje.
É por isso que focar no “tal” do momento presente é tão importante, pois é por meio dele que melhoraremos e canalizaremos o que é preciso saber para mudar o futuro, além disso, aproveitaremos cada instante como se fosse nosso último suspiro de vida.
Quando o sol nasce toda manhã, renascemos para um novo dia. Da mesma forma, ao dormir, devemos refletir como podemos fazer o nosso amanhã mais produtivo e mais feliz.
Lembremos que nossa vida é criada e moldada de acordo com o que acreditamos. Quem crê numa vida fútil e sem propósito, ocupando sua mente apenas como coisas que não tem sentido para sua evolução e para a evolução do mundo, terá como resultado o que pensa: futilidade. Da mesma forma que quem vive se preocupando com doenças e sofrimento, terá uma vida de dor. Já quem aproveita sua vida para fazer cada dia, um dia melhor, focando no hoje, no seu progresso e na sua evolução em todos os sentidos, não precisará antecipar nada e nem procurar intuir o que vem depois. Em outras palavras, somos responsáveis por aquilo que vivemos. Vale lembrar que o plantio é opcional, mas a colheita é obrigatória. Viver na ilusão não ajuda em nada. Portanto, precisamos cortar o elo do passado, possibilitando que o futuro se descortine com mais harmonia. A escolha é nossa.
Por Cátia Bazzan
Fale com Cátia: catia@luzdaserra.com.br
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