- Postado por: Viviane Draghetti
- Categorias: Espiritualidade, Relacionamentos,
QUANDO TERMINAR UM RELACIONAMENTO?
Essa é uma pergunta difícil de responder e muito pessoal, uma vez que a resposta deste questionamento é interna.
Um relacionamento bom é aquele que existe além do amor, respeito e carinho mútuo, onde as duas partes estão em busca do mesmo objetivo, querem seguir o mesmo caminho, principalmente espiritual, ou seja, relacionado a missão de alma e espiritualidade.
Muitas vezes estamos num relacionamento de anos, confundindo amor (de homem x mulher) com amor de irmão, de amigo. Ficamos com receio de colocar um ponto final por não querer magoar a pessoa que está ao nosso lado, por não ter coragem, por achar que o outro vai sofrer.
Esse comportamento não mostra amor incondicional, mas sim, puro egoísmo!!
Não podemos prender ninguém...quando o amor acaba precisamos soltar a pessoa, deixar que ela prossiga sua vida, mesmo se sofrer um pouco. Não percebemos, mas podemos estar travando a evolução espiritual e pessoal do nosso companheiro, quando por medo, falta de iniciativa, insegurança, ficamos ao seu lado contrariados.
No início é difícil entender quando está na hora de terminar, pois quando há amor existe também amizade, mas muitas vezes só restou amizade e compaixão e, nos iludimos.
Achamos que permitir que o outro esteja do nosso lado é suficiente, porém, muitas vezes não temos mais a oferecer, não podemos dar o que a outra pessoa necessita. É importante perceber que gratidão, carinho e amizade não podem impedir um término.
Muitas vezes acreditamos que amamos alguém, que é correto manter um relacionamento, mas estamos sendo obsessores vivos dessa pessoa ou ainda, temos um obsessor vivo a nossa volta.
A obsessão por outra pessoa sempre sente que o melhor é o casal estar unido, que um não vive sem o outro, que “sem você não vou viver” e normalmente, não aceita o fim de um relacionamento sem vitimização.
Por sua vez, o amor incondicional compreende que os ciclos terminam, que é necessário modificar a forma de relacionamento, isto é, de casal para uma amizade.
Ademais, quando finda um relacionamento, nenhuma das partes é a culpada ou vítima, sempre ambas permitem que isso ocorra, de alguma forma.
E quando os ciclos terminam, a convivência forçada faz muito mal para os dois, de um lado um sentindo culpa por não amar, e de outro, um sentindo-se rejeitado.
Além disso, não devemos pensar que há um destino certo e que imutável...tudo pode se transformar e, quando duas pessoas terminam a missão juntas, pode haver um rompimento saudável, sim.
Então, se você está em uma situação destas se questione:
Eu me imagino com essa pessoa no futuro? Isso me faz feliz?
Eu sinto amor incondicional ou apenas falta de coragem e iniciativa para colocar um ponto final? Essa pessoa que está ao meu lado é meu companheiro ou, simplesmente me sinto responsável pela felicidade dela?
Ora, ninguém é responsável pela felicidade do outro, somente podemos complementá-La com situações, pessoas, porém, este sentimento é interno.
É evidente que, mesmo a parte que teve a iniciativa de terminar o relacionamento sente-se mexida, com dúvidas, receios, mas acredite, esta fase passa e no final, o sentimento é de liberdade e de dever cumprido.
Além disso, você permitirá que a pessoa que esteja com você se liberte, prossiga sua vida.
Não podemos e nem devemos travar a evolução e a vida de outras pessoas por pena ou medo. È preciso coragem para soltar as pessoas, relacionamentos, situações, ser mais humilde e pensar um pouco além de nosso mundo pessoal.
Seja verdadeiro consigo mesmo, não finja sentir o que não sente, fale a verdade que é sempre o melhor caminho.
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Achei seu artigo muito bom. não vale a pena prendermos uma pessoa a nós, se não sentimos mais aquela euforia de inicio de relacionamento. temos que ter coragem e noção de que temos que seguir nosso caminho e a outra pessoa também, e reconhecer quando está na hora de terminar o relacionamento. o sofrimento é inevitável, não temos controle. mas sabendo lidar com ele, conseguimos nos recuperar mais rapidamente.