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REGRESSÃO TERAPÊUTICA

JAN2011 26
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REGRESSÃO TERAPÊUTICA

A VISÃO DA PSICOTERAPIA REENCARNACIONISTA

por:Sirlene Alves


Resumo: Este artigo apresenta, de forma comparativa, diversas formas de regressão terapêutica e suas características principais, suas divergências e consequente diversidade de resultados, decorrentes das abordagens de cada escola psicoterápica.

Palavras-chave: regressão terapêutica, terapia de vidas passadas; espiritualidade


1 INTRODUÇÃO

O presente projeto tem o propósito de apresentar a técnica de regressão terapêutica aplicada pela Psicoterapia Reencarnacionista em consultório, como também relacionar essa técnica com as aquelas já utilizadas por profissionais de outras escolas que praticam a regressão a vidas passadas.

Para tanto, foi necessário arrolar as técnicas utilizadas em outras escolas psicoterápicas, relatar as formas de aplicação e identificar outras possibilidades/variações.
A partir disto, pode-se afirmar que, embora se preconize um padrão de comportamento por parte do Psicoterapeuta Reencarnacionista, esse poderá apresentar variações, que se farão necessárias ao bom andamento da prática psicoterápica e é necessária uma postura aberta, sem limitações, sem preconceitos de qualquer natureza, para que se possa interagir com as informações que emergem de cada situação.

1 Psicoterapeuta Reencarnacionista

Note-se que, na visão da Psicoterapia Reencarnacionista, todas as variações são sugeridas intuitivamente pelo Mundo Espiritual Superior, a qual afirma que é quem efetivamente comanda os processos de regressão terapêutica.

2 JUSTIFICATIVA

A partir de estudos comparativos realizados e das experiências vivenciadas em consultório, pude observar fenômenos que, na visão da Psicoterapia Reencarnacionista tem significado diferente das outras escolas e, que, em função do tratamento e da interpretação que é dada pelo psicoterapeuta, pode levar a resultados também diferentes e, nem sempre, tão libertadores quanto aos conquistados pela Escola da Psicoterapia Reencarnacionista.

3 ASPECTOS RELEVANTES DE UMA REGRESSÃO TERAPÊUTICA E AS DIVERSAS ESCOLAS ABORDADAS

3.1 Regressão Terapêutica

A regressão a vidas passadas tem sido um método de revivência de fatos já acontecidos, nessa ou em outras existências, muito utilizada atualmente. Entretanto, podemos observar que o processo ocorrerá de acordo com a concepção pessoal e os objetivos do terapeuta.

Notadamente a maioria dos profissionais desta linha de atuação encerra a sessão de regressão logo que se revele (ou que haja a recordação) a situação traumática ou a morte da pessoa na vida que lembrou.

3.1.1 Regressão Terapêutica na visão da Psicoterapia Reencarnacionista

Inicialmente, vamos abordar o sistema abordado pela Psicoterapia Reencarnacionista. A Psicoterapia Reencarnacionista é uma escola surgida em 1996, pelo médico pediatra brasileiro, Dr. Mauro Kwitko, que, durante vários anos, dedicava-se à terapia de vidas passadas, no papel de condutor da técnica propriamente dita, na forma tradicionalmente utilizada no mundo inteiro. Segundo ele, numa determinada ocasião, teve um insight em que lhe foi solicitado parar de conduzir o processo terapêutico e deixá-lo a cargo do Mundo Espiritual Superior, uma vez que, sendo um praticante do Espiritismo, suas atitudes eram incongruentes com suas crenças.

A partir daí, seu trabalho tomou um rumo diferente, sendo que passou a ser um facilitador do trabalho dos seres extrafísicos, que são quem realmente realizam esse trabalho, na concepção da Psicoterapia Reencarnacionista.

Essa linha de ação difere de outras técnicas, como por exemplo, a utilizada por Fiore (sd, 220), que procura diminuir o sofrimento de seus pacientes durante a regressão, induzindo-os à criação de uma tela mental, para que eles apenas observem o que aconteceu.
Na Psicoterapia Reencarnacionista tal procedimento é totalmente inadequado e inaceitável, porque fere os princípios éticos da Escola, que preconizam a não interferência no processo de recordação da pessoa, ou, quando necessário, fazê-lo minimamente, apenas como um simples facilitador, um personagem coadjuvante da equipe da Espiritualidade.

Dentro dessa visão, o Psicoterapeuta Reencarnacionista é orientado para proceder conforme o que segue.

Já na primeira consulta, a pessoa que procura o Psicoterapeuta Reencarnacionista, relatando o motivo de sua busca pelo tratamento, é instada a contar a sua história pessoal, ressaltando, principalmente, como se sente e se sentiu ao longo da vida, em relação a todos os personagens familiares, laços de amizades, situações de conflitos, etc.

Isso tem por objetivo uma releitura das necessidades reencarnatórias, tanto do paciente como das pessoas que compõem seu núcleo familiar, promovendo um novo olhar sobre a história de sua vida e uma identificação de aspectos pessoais que precisam ser melhorados em sua atual existência. A meta é sempre a busca pela identificação do motivo que levou a pessoa a renascer, a reencarnar; sua missão de vida.

A partir daí, o procedimento, na visão da Psicoterapia Reencarnacionista, é sempre recomendar a regressão terapêutica para todas as pessoas, em função das queixas verbalizadas pelo paciente, mas principalmente, porque todas, independentemente de sintomas ou não, trazem dentro de si a pergunta: "o que estou fazendo aqui?", ou seja, "qual o propósito de minha alma?"

Todavia, via de regra, a ênfase dada é que sempre quem comandará a regressão terapêutica e levará o paciente a recordar suas existências passadas é o Mentor/Guia Espiritual do paciente, pois esse Ser conhece todo o seu histórico e suas reais necessidades, levando-o a situações/fatos do passado que ainda influenciam o desenrolar de sua vida hoje.

É interessante ressaltar, no entanto, a visão totalmente diferente de Woolger (1994), que atribui a responsabilidade pela cura ao Inconsciente do paciente, que, por ser simultâneo e atemporal,vai levá-lo onde precisa ir, tendo poder curativo para isso. Também reitera que somente serão liberadas recordações que a pessoa esteja pronta para enfrentar e, após, serão integradas em sua estrutura de personalidade consciente. Mas enfatiza que quem promove esse processo são os guardiões do portal, que seriam os próprios medos do paciente, que estão ali para impedir a recordação do que ele não está preparado para lembrar e para dar ritmo à jornada dessa pessoa nessa visita ao Inconsciente.
Mas, apesar dessa afirmação, curiosamente, ressalta que o psicoterapeuta é quem deve dirigir tudo ativamente (Woolger, 1994, p.67), concepção essa da qual a Psicoterapia Reencarnacionista discorda frontalmente, pois sua regressão subordina-se aos ditames do Mundo Espiritual Superior.

Já para Tendam (1988) se o psicoterapeuta tiver uma intuição muito forte, poderá conseguir uma ótima sessão. Salienta que, no início da sessão, é aconselhável que pergunte: "o que você quer trabalhar hoje", o que induzirá o subconsciente do paciente a programar-se para que ele participe de forma ativa da sessão. Para ele, os agentes são o psicoterapeuta e o paciente, não aventando qualquer outra hipótese de existência de outro sujeito no processo de regressão.

Na Psicoterapia Reencarnacionista, independentemente, das intenções dos personagens, psicoterapeuta e paciente, as decisões dos seres extrafísicos tem supremacia sobre suas vontades, muito embora podem vir a coincidir.

3.1 Interação do Psicoterapeuta Reencarnacionista Durante o Processo de Regressão Terapêutica

A Psicoterapia Reencarnacionista baseia-se no princípio de que as memórias encontram-se nos corpos sutis da pessoa atendida. Então, promove um relaxamento profundo, visando a levar o paciente a não mais sentir o seu corpo físico, incentivando uma projeção de sua Consciência para os outros corpos, o que vai proporcionar um retorno ao passado. Assim, é feito um relaxamento normal, com a pessoa deitada, de olhos fechados, música em volume mediano, com o terapeuta falando devagar, voz baixa, num procedimento que dura, em média, quinze minutos.

Neste enfoque, cabe salientar um contraponto importante de outro profissional que lida com a terapia de regressão, Netherton (1995), o qual discorda do procedimento de relaxamento, desaconselhando-o, inclusive, pois parte do pressuposto que trauma e relaxamento são incompatíveis, uma vez que trabalha com o objetivo de encontrar traumas.

Continuando a descrição do procedimento da Psicoterapia Reencarnacionista, no momento seguinte ao relaxamento, incluem-se palavras que induzam o paciente a um estado alterado de consciência, levando-o a sentir-se grande e leve, o que lhe permitirá conectar-se com seus Mentores/Guias Espirituais, que o ajudarão a recordar-se de fatos e/ou situações de seu passado (tanto da existência atual como de outras), onde ainda está sintonizado e que ainda interferem no seu hoje.

O tempo de relaxamento é variável em função da capacidade de entrega de cada paciente, do nível de confiança que a pessoa deposita no terapeuta, etc. Após relaxar e expandir sua consciência, a pessoa começa a relatar uma situação. A partir daí, o papel do Psicoterapeuta Reencarnacionista consiste apenas em estimulá-lo a continuar a narrativa com expressões como "continua", "e depois?".

A pessoa vai compartilhando o que vê, pensa e sente, enquanto revive aquela história, com todas as dores, lembranças, emoções de que é capaz.

Na Psicoterapia Reencarnacionista, assim como para Tendam (1988), a catarse é fundamental para a cura dos sintomas, pois é o momento da liberação das emoções, sensações que foram contidas, reprimidas, num momento passado. E a primeira fase da cura é emocional, e a segunda fase, intelectual, quando ocorre a compreensão e, então, a pessoa poderá revisar seu rumo e partir para uma Reforma Íntima profunda e consistente.

O material a ser investigado no Inconsciente e, principalmente, sua exteriorização pode ter grande valor terapêutico. Percebe-se que o desligamento de situações traumáticas do passado, que originam fobias, depressões severas, dores físicas, solidão, tristezas sem explicações, já promove um ganho substancial para o paciente. Então, olhando com um pouco mais de profundidade e abrangência, essa mesma recordação poderá fornecer pistas sobre a Personalidade Congênita da pessoa, um dos pilares da Psicoterapia Reencarnacionista, relacionado a padrões de comportamento.

O objetivo da regressão terapêutica dentro da Psicoterapia Reencarnacionista é sempre revelar o padrão de comportamento daquela pessoa, tendências, pensamentos, sentimentos, etc., confirmando que as características atuais nada mais são do que uma repetição das últimas encarnações.

Neste aspecto, observa-se uma convergência com o trabalho de Netherton (1986) que também faz referência a importância do padrão de comportamento repetitivo do paciente e suas consequentes dinâmicas intrapsíquicas envolvidas nesse padrão.

A Psicoterapia Reencarnacionista sempre afirma que ?onde termina a regressão, fica a sintonia?.
Assim seu enfoque é sempre trabalhar com o ciclo mais completo que a espiritualidade julgar necessário para que o paciente possa compreender a razão de suas dificuldades e resignificá-las para uma posterior redecisão quanto ao seu processo evolutivo a partir daí.

A busca da evolução é de todos, mas o trabalho é individual, cabendo a cada um a responsabilidade por melhorar aquelas características que se revelam problemáticas na interação com os outros, que, provavelmente, já vem se manifestando desde a infância da pessoa.

A morte, que é sempre vista como a causa primária de distúrbios de comportamento, adquire fundamental importância no processo de recordação pelo paciente para que saiba que parte dele sobreviveu à ela.
Também na Psicoterapia Reencarnacionista estimula-se a recordação da forma como o paciente deixou o invólucro corporal, ou seja, a morte e seu destino posterior; se há outros seres que o acolheram; enfim, tudo o que puder ser revivido para que a pessoa conscientize-se do caráter provisório de cada existência.

Para Netherton (1986), dois momentos são cruciais, sendo eles o nascimento e a morte, que são duas experiências estressantes para o Ser. Segundo ele, a morte de outra vida determinou o nascimento nesta, mas raros são os que estão preparados para a morte. E como a maioria dos problemas se origina nas mortes das vidas passadas, ?inconscientemente tentamos resolver o problema da vida passada na vida presente" (Netherton, 1997, p.126), já que ao morrer tudo fica inacabado.

Geralmente os terapeutas de regressão aconselham regressão para pessoas que tem medo, pânico, fobias, depressão, etc., mas a Psicoterapia Reencarnacionista recomenda para todos, indistintamente, porque entende que todos tem necessidade de melhorar em algum aspecto de sua personalidade e, ao encontrar sua Personalidade Congênita, pode ater-se mais ao que efetivamente precisa de um olhar mais acurado.

Na Psicoterapia Reencarnacionista, a morte também é um momento de atenta observação pelo psicoterapeuta, mas nem sempre um padrão comportamental está relacionado com o momento da morte. Um exemplo disto é uma pessoa que nos procura tem por queixa a solidão, vazio, tristeza, etc. Invariavelmente, são encontradas, em suas existências passadas, situações em que viveu sozinha, isolando-se, resistindo à presença de outros, etc. e, na maioria das vezes, acabou morrendo solitária. Então, a morte foi apenas a consequência de uma vida caracterizada pela deficiência de relações sociais, interação com outros.

Esse fenômeno, segundo Tendam (1988), que o chama de hangoover, significando ressaca ou sobra, provém de vidas anteriores com longas fases de monotonia, desesperança, solidão, sem solução para os problemas, onde os dias se arrastam e, muitas vezes, não ocorre morte trágica. Nesses casos, como não existe catarse, a regressão apenas proporcionará alívio superficial, sem solução final, e sem um resultado significativo para o paciente.

Para a Psicoterapia Reencarnacionista, mesmo não havendo catarse, a qual sempre promove uma limpeza substancial no Inconsciente pessoal, essa informação é de fundamental relevância para o tratamento dessas pessoas. Essas recordações servem para a pessoa perceber que essas características não são tão atuais assim; na realidade, vem-se arrastando pela eternidade afora. O papel do Psicoterapeuta Reencarnacionista, então, é alertar para a necessidade de olhar com profundidade e dedicação para si mesmo, vigiando essa tendência e assumindo a responsabilidade para vencê-la, adotando posturas diferenciadas no decurso de sua vida.

Também para Tendam (1988) é necessário que o paciente deixe de lado essa idéia de ser vítima, pois somente assim ele pode sair definitivamente desse estado, posicionamento corroborado também pela Psicoterapia Reencarnacionista.

Pela herança católico-judaica, onde está imersa grande parte da população, disseminou-se a crença equivocada de que os nossos defeitos são apenas aqueles que prejudicam os outros. Na verdade, qualquer característica que se tenha, que não seja perfeita, é imperfeita. Então, não basta curar-se do egoísmo, autoritarismo, agressividade, raiva, etc., mas também é necessário sanar imperfeições como a timidez, medo, tristeza, fraqueza, introversão, etc.

3.2 Identificação de Pessoas na Regressão Terapêutica
Outro aspecto fundamental na Psicoterapia Reencarnacionista é o desestímulo ao reconhecimento de pessoas que surgem em suas recordações, ou seja, a identidade dos personagens é totalmente desestimulada.
Isso apenas ocorrerá se a espiritualidade (mentores espirituais) entender que será benéfico para todos os envolvidos naquela revivência, ou seja, o paciente que recorda e o outra pessoa que foi reconhecida.

Com relação à Lei do Esquecimento, Kwitko (2008, p. 17) revela que sempre deve ser respeitada. Ele diz que "não fazemos, não comandamos, não direcionamos a regressão, apenas ajudamos a pessoa a expandir sua consciência para que o Mundo Espiritual faça o trabalho e somos contrários ao incentivo do reconhecimento de pessoas do passado, como é feito pela maioria dos terapeutas de regressão aqui no Brasil e no mundo" e reitera que, se existe um esquecimento providencial, orquestrado por uma Lei Maior, não se deve burlar essa Lei, apenas por curiosidade do terapeuta, interferindo em Leis Cármicas, atrasando os processos evolutivos dos seres.

3.3 Regressão Terapêutica e o Espaço Entre Vidas
Na metodologia da Psicoterapia Reencarnacionista, a regressão terapêutica tem por objetivo a recordação da história o mais completa possível, com ênfase no trauma, morte e também no pós-morte, até a pessoa referir-se estar bem.

A recordação pode iniciar em qualquer etapa da vida que está sendo mostrada, mas o final da regressão sempre deverá ser na Luz, no completo bem-estar da pessoa que passou pela experiência de recordar-se de seus traumas, do seu isolamento, etc.

Há ainda outro diferencial. Se a pessoa, em vidas passadas, mostrou uma tendência ao isolamento, por exemplo, quando ela vai para o Astral Superior, é estimulada pelo psicoterapeuta a recordar suas atividades no Astral Superior, ou seja, o que faz, o que estuda, como aprende para superar essa condição. Isso é necessário para que, quando ela voltar da sessão, tenha consciência do que precisa fazer para ajudar-se e que é responsável pela própria melhoria.

Netherton (1997, p.131), em sua experiência, assinala que o trabalho com o paciente nesse espaço entre vidas, foi de pouca utilidade, já que "não parece ser um estado de conhecimento elevado ou de percepção extraordinária" e que os problemas que incomodam durante a vida física continuam a fazê-lo nesse espaço entre as vidas.

Woolger (1994, p.170) define o reino intermediário, ou bardo, como "região entre vidas", "um reino ou estado intermediário, um estado psíquico de alteração ou intensificação da consciência".

Já a Psicoterapia Reencarnacionista enfatiza a necessidade de se recordar a vida nesse espaço entre uma existência e outra, porque, quanto mais lembrar, mais aprende a se conhecer, a reconhecer seus padrões e a necessidade de mudar; recebe orientações de seres mais evoluídos e, conforme o caso, pode ajudar a planejar a próxima vida e a se preparar para ela, estudando, trabalhando, etc.

Também tenho observado inúmeras situações em que a pessoa nesse estado vibracional sente-se recebendo tratamentos especiais, dos quais retorna relatando profundo bem-estar. Em outros casos, relatam, inclusive, cirurgias espirituais com repercussão no corpo físico, casos esses avaliados através de exames médicos e laboratoriais. Também mencionam encontros com Mestres, Orientadores, parentes desencarnados, etc.

4-CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao analisar as diversas formas de condução do processo de regressão terapêutica, clarificou-se para mim a relevância da intenção do profissional que utiliza qualquer método de terapia de vidas passadas e os resultados que obterá.

Pode-se observar que as crenças influenciam diretamente as escolhas dos terapeutas quanto ao método utilizado.
Percebeu-se também, que, embora observe todas as demais precauções dos demais métodos, a Psicoterapia Reencarnacionista tem o diferencial da fé, salientando a necessidade de se subordinar a um poder supremo que possui a maestria na condução da terapia. Tal conduta resguarda as possibilidades de as recordações estarem em desacordo com a capacidade de compreensão, entendimento e aceitação da pessoa tratada. Nessa condição, em que o Mundo Espiritual Superior comanda o trabalho, toda informação advinda da sessão terapêutica tem papel relevante no processo evolutivo do paciente. Assim sendo, pode-se perceber que a metodologia utilizada pela Psicoterapia Reencarnacionista tende a obter melhores e mais profundos resultados na cura dos sintomas dos pacientes, mesmo daqueles que não possuam queixas definidas, uma vez que essa Escola preconiza a transformação, a reforma íntima, tanto de seus profissionais como das pessoas tratadas. E essa reforma resultará na evolução espiritual de todos os envolvidos.
Assim, embora as experiências de outras escolas denotem resultados quanto às curas, percebeu-se que podem aprofundar ainda mais suas práticas e seu auto-conhecimento para que resultem em reformas interiores mais profundas tanto para o benefício dos profissionais como dos pacientes.

Outro fator relevante quanto às informações advindas de um processo de regressão terapêutica, é que elas advem de pessoas encarnadas, sob projeção astral consciente, sob relaxamento, corroborando a maior parte dos dogmas e diretrizes do Espiritismo, antes só considerados no âmbito religioso.

A Psicoterapia Reencarnacionista fundamenta-se em pilares diversos dos convencionais como a finalidade da encarnação e o seu aproveitamento; a personalidade congênita; relações cármicas; emersão eventual de personalidades nossas de existências passadas (psicose, esquizofrenia, paranóia); ação de personalidades intrusas sobre nós (obsessões).

Essa é uma forma mais profunda de se lidar com os problemas, dificuldades e psicopatologias, numa releitura corajosa da realidade, que busca, nos processos interativos, ao longo da eternidade, a explicação para tantos desencontros e sofrimentos que, na maioria dos casos, não encontram suporte nem da existência atual, nem nos pressupostos médicos vigentes.

5-REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FIORE, Edith. Você já viveu antes. Rio de Janeiro:Record.sd
KWITKO, Mauro. Tratando pânico com terapia de regressão a vidas passadas. Porto Alegre: Besouro Box, 2008.
_______. Curso de psicoterapia reencarnacionista em Florianópolis:2005. Material não publicado.
NETHERTON, Morris. Vida passada: uma abordagem psicoterápica. São Paulo: Summus, 1997.
______.Cursos e treinamentos para psicoterapeutas em São Paulo: 1982, 84,86/95. Material não publicado.
TENDAM, Hans Wolfgang. Panorama sobre a reencarnação: uma investigação recente e sua relação com a TVP. Vol. I e II. São Paulo: Summus, 1993/94.
WOOLGER, Roger. As várias vidas da alma: um psicoterapeuta junguiano descobre as vidas passadas. São Paulo: Cultrix, 1994.

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