- Postado por: Luz da Serra
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A alma imortal
Para entender essa natureza da reencarnação na existência humana, precisamos compreender que inegavelmente o mundo, o universo caminha sempre para frente, assim como a correnteza do rio, que flui, sempre para um único sentido.
Nossa causa maior é a evolução. Pense que mesmo com tantos problemas e conflitos, esse progresso se dá na humanidade, dia após dia, ano após ano. É algo incontestável, basta olharmos para a história da vida no Planeta e constatarmos através de inúmeras formas, que a evolução nunca parou, independente da vontade dos homens.
Essa evolução necessária para humanidade, ou seja, o desenvolvimento desejável para alma, seria impossível que se processasse no tempo limitado de uma só existência. Em uma só vida seria possível corrigir todas as nossas falhas de caráter? Em uma só experiência será que poderíamos dizimar de vez o medo de nossas almas? Ou a raiva? Em uma só encarnação seria possível compreender a miséria ou a riqueza? A alegria ou a ou tristeza?
Por que algumas pessoas tem histórias de vida cheias de conflitos, acontecimentos traumáticos e verdadeiras desgraças, enquanto que outras experimentam a riqueza material desde o berço, o acesso a cultura e condições privilegiada?
Deus seria tão injusto assim, a ponto de cometer tais diferenças?
Se em uma vida a pessoa comete graves equívocos, não teria mais a oportunidade de consertar seus erros no futuro?
Aquele que mata, rouba e destrói, sai imune da vida, após a morte, mesmo cometendo tantas atrocidades?
É possível roubar, destratar, enganar, agredir, que quando a morte vem, simplesmente tudo acaba?
A visão equivocada, das linhagens religiosas tradicionais do ocidente, entendem a morte como o fim de nossas vidas, a perda irreversível de alguém. A cultura do feriado de finados, de ir ao cemitério levar flores aos entes queridos, é uma percepção distorcida, baseada na crença de que o cemitério hospeda o morto em seu descanso eterno ou que o local de seu enterro seja o portal de comunicação com ele. Essa á apenas uma amostragem que revela o nível de consciência que a maioria das pessoas tem, algo alarmante.
Pare para pensar: qual é a importância do cemitério?
Pense bem, de forma profunda e até de certa forma técnica.
O corpo físico, desligado de sua fonte de energia, morre.
Assim como um motor para de funcionar quando falta gasolina. Não somos o carro, ele é apenas um veículo que nos transporta de um lugar para o outro. Só entramos dentro dele, para transitar por vários espaços e direções. Quando alguém troca de carro, com o passar do tempo, não fica tentando visitar o carro antigo, isso porque a pessoa não é o carro, mas apenas o utiliza e o troca de acordo com as circunstâncias e experiências.
O cemitério tem como objetivo ajudar a depuração biológica da matéria orgânica que constitui o organismo físico, depois que o corpo espiritual o abandona no final de cada vida. O cemitério possui funções parecidas ao do aterro municipal, onde os resíduos domésticos são depurados. Você vai ao aterro municipal visitar uma embalagem usada, uma garrafa vazia ou o talo de um vegetal desprezado no dia-a-dia do seu lar?
Respeitosamente falando, ou seja, reconhecendo o importante papel ecológico e social do cemitério, sua função é apenas essa: depuração de resíduos. Esse ambiente não hospeda a alma dos corpos que ali se decompõe em um ciclo natural, mesmo porque, se assim fosse, os cemitérios seriam penitenciárias das almas humanas, e honestamente, não há sentido nessa visão.
Por isso, não gaste dinheiro com flores para levar ao túmulo de ninguém. Se comprar flores, dê para seu cônjuge, decore sua casa, tem mais sentido, é mais sensato. Não gaste seu precioso tempo com visitas ao cemitério, ainda mais levando flores. Reserve o mesmo tempo para fazer orações sinceras, desapegadas e amorosas para os desencarnados, porque eles continuam sendo consciências, continuam sendo espírito em evolução, como todos nós. A prática da oração é a forma mais sensata de expressar o amor ao desencarnado, porque se não for assim, é porque não é amor verdadeiro, e sim apego disfarçado em um sentimento de saudade e dor, que tem como pano de fundo o egoísmo, por só pensarmos na nossa dor, e jamais na necessidade evolutiva que cada alma tem.
Não importa a distância nem a dimensão que as almas estejam, quando nos concentramos em uma vontade amorosa e sincera de emanar bênçãos, essas vibrações seguramente são recebidas, onde quer que esses espíritos estejam, porque o limite da dimensão física não impede essa comunicação. Mesmo porque, se tivermos paciência e um pouco de dedicação, poderemos nos encontrar com eles nas contínuas projeções astrais* durante o sono.
Precisamos compreender que a alma é imortal, que a vida é uma escola, que cada existência é um estágio, assim como cada ano no ensino tradicional também é. Tudo é cíclico.
Voltamos para a dimensão física, vida após vida, sempre com o objetivo da purificação da personalidade inferior.
Mas como a cultura ocidental impregnada na nossa consciência, caracterizada pela influência do equivocado dogma não reencarnacionista, das religiões ocidentais, é de que a morte é uma desgraça, somos estimulados a sofrer por antecipação. Isso pela percepção que temos de que a morte é uma "perda".
E assim caminha grande parte da humanidade, iludida, equivocada da real função da morte, ou melhor da saída final da consciência do corpo físico.
Precisamos observar mais a natureza, aprender com os ciclos da vida, e compreender definitivamente que a nossa alma é imortal.
Entendendo a Reencarnação
Se vivêssemos apenas uma vida, no tempo de uma existência apenas, como poderíamos evoluir?
Será mesmo que em apenas uma passagem aqui pela terra aprenderíamos a amar e perdoar?
Podemos ir para o "paraíso" cheio de emoções mal resolvidas?
Se no universo semelhante atrai semelhante, como poderemos ir para o "Céu" ainda com mágoas, medos, tristezas e egoísmos? Seríamos compatíveis com o Divino?
Está na cara que a máxima do sublime Mestre que diz: "A cada um será dado conforme suas obras" refere-se também a essa lei universal, que na atualidade é amplamente estudada e mais conhecida como lei da atração. E diga-se de passagem, como essa lei é justa, correta e digna.
Conhecemos muitas pessoas que já estão conscientes de que somos hoje o resultado de tudo que já vivemos em experiências passadas, ou seja, a somatória das diversas experiências de vidas passadas. Pois bem, essas pessoas são conscientes dessa natureza do universo, compreendem teoricamente a roda do karma, aceitam as tantas questões envolvidas, mas se confundem quando acreditam que essa experiência terrena atual, trata-se de sua última passagem no plano físico. Confiam nisso, porque acham que não precisarão "voltar" mais.
É bom que se entenda que a Terra é uma escola. Aqui aprendemos inúmeras coisas, sendo que as principais são as relacionadas às emoções inferiores. Vamos evoluindo à medida que aprendemos a dominar nossa personalidade inferior, tão cheia de medos, ansiedades, inseguranças, e limitações em geral. E para que essa personalidade congênita se revele, precisamos experimentar das situações terrenas, que tanto nos testam quanto à angelitude de nossas virtudes.
Perguntamos: Existe ódio, mágoa, raiva, insegurança, dúvida, mágoa, medo, pessimismo e tristeza no céu (ou paraíso ou astral superior, ou o nome que se queira dar.)? Acredita que sim?
Pois acreditamos que não...
Portanto, só transcende a necessidade de voltar ao sansara* as pessoas que eliminarem por completo esses aspectos inferiores citados. Você ainda tem mágoa, raiva e tristeza? Achamos normal que tenha.... Então, você pode até ir para ?lá?, mas provavelmente, deverá voltar para a escola (Terra), porque esse ambiente tem muito mais afinidade com as suas limitações que o "Paraíso".
Por isso, novamente perguntamos: Uma só existência seria possível para evoluirmos a um nível no qual as inferioridades não existiriam mais?
Cremos que seja impossível, exceto no caso de alguns Avatares* divinos, que já vieram teo realizados*. Mas por via das dúvidas, caso você que está lendo esse texto, considere que já alcançou esse nível, ou seja, já transcendeu a essas limitações, pedimos a gentileza de entrar em contato, para podermos conversar.
Queremos muito mesmo conhecer a pessoa que vive na Terra, mas não padece das toxinas originárias do ego negativo.
Se você é puro, completamente angelical, humildemente lhe pedimos, por favor, entre em contato, queremos muito conhecê-lo(a)!
Infelizmente, em função do nível de evolução que estamos no presente momento da humanidade, acreditamos que nos encontraremos muito, no presente e no futuro, dessa e das próximas vidas. Isso porque as futuras vidas virão para desempenhar em nós todos, o papel da educação espiritual.
Essa constatação traz o entendimento que nossa alma é como um cristal bruto, que vai sendo lapidado e polido, vida após vida, até chegar o dia em que seu brilho e beleza serão reluzentes e naturalmente virão à tona.
Muitos seres despertos, estão caminhando a passos largos nessa busca por iluminação. Já muitos outros (a maioria das pessoas) estão completamente alienados dessa necessidade.
O fato que preocupa é que muitos não estão somente estagnados a essa busca por ?lapidação e polimento?, como estão também se sujando cada vez mais, permitindo que uma crosta densa se precipite mais e mais, piorando as coisas. Tudo isso pela alienação e pelos equívocos do ego inferior.
O termo e a natureza da reencarnação não pertencem a essa ou aquela religião, filosofia ou doutrina religiosa, faz parte da essência da natureza. O que houve, foi que algumas religiões compreenderam esses mecanismos naturais, com isso adotaram em suas doutrinas.
Mas por que as religiões surgiram?
Foram estruturas de crenças que tiveram origem graças a necessidades que a humanidade sempre teve de compreender Deus e as leis do universo. Só que as religiões foram criadas pelos homens comuns, que todos sabemos, nunca estiveram livres do ego, da vaidade e ignorância. Não alcançaram à iluminação, tampouco calibraram seus discernimentos a cerca das verdades do Universo.
Portanto, sempre foram passíveis de erros, assim como qualquer um de nós. Esses erros sempre geraram conseqüências capazes de influenciar e comprometer o entendimento dos fiéis, também despreparados na arte de se conectar com Deus através da religião interior, ou seja pelo canal do coração.
Tanto essa afirmação é real, que a própria bíblia, uma bússola para inúmeras religiões, principalmente ocidentais, foi alterada em 553 d.C, após as determinações do Concilio de Constantinopla*. Desde então, a reencarnação e suas referências, foram retiradas do livro sagrado. Por conseqüência desse ato, tudo que derivou dos ensinamentos bíblicos, como a medicina ocidental, a filosofia, a sociologia, a política, entre outras frentes de estudo, assumiram postura não reencarnacionista, e tudo isso pela necessidade de manipulação e controle do poder.
Acredita-se que é chegado o momento em que o próprio avanço do nosso nível de consciência e o aumento de nossa capacidade de observação aos próprios ciclos naturais, não nos permite mais, deixarmos passar desapercebido que a personalidade não é construída na infância, como preconiza os descrentes da natureza reencarnacionista. Se assim fosse, os filhos de um mesmo pai e mãe, não apresentariam personalidades tão definidas e muitas vezes tão diferentes, mesmo tendo sido criados sobre as mesmas regras, semelhantes cuidados e educação.
Ou seja, se a infância fosse à grande responsável pela formação da personalidade, todos os filhos que fossem criados de maneiras parecidas, apresentariam comportamentos e personalidades também similares, e como sabemos isso não ocorre. Essa constatação mostra uma das grandes evidências para todos que constatam a reencarnação no dia-a-dia: A personalidade congênita.
Nossa consciência é sempre a resultante do conjunto de experiências de vidas passadas, o que forma a personalidade da alma imortal ou personalidade congênita.
As almas buscadoras da consciência espiritual, não mais acreditam na existência de um Deus que castiga, que faz da vida de uns histórias de sucessos e alegrias, enquanto da de outros experiências de dor e sofrimento. A compreensão dos ciclos reencarnatórios explica de forma simples, que sempre colhemos o que plantamos, seja para o bem o para o mau, inegavelmente.
"Genialidade é experiência. Alguns pensam que é uma dádiva ou um talento,
mas é o fruto da longa experiência de muitas vidas"
Henry Ford
Fonte:
Textos: Apostila do Curso de Evolução Espiritual Luz da Serra
Por: Bruno J. Gimenes e Patrícia Cândido
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