Universo Holístico, Evolução e Consciência

A primeira auto-outorga

NOV2010 08
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  • Postado por: Luz da Serra
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A primeira auto-outorga


Antes de iniciarmos o texto, deixamos alguns significados de palavras que serão encontradas abaixo, para melhor compreensão:
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Salvington: A esfera sede do universo local de Nebadon, lar pessoal do filho do criador, do Michael ( Jesus Cristo) e do Espírito Criativo.

Nebadon: O nome de nosso universo local, que é governado por nosso Filho Criador, Jesus, junto com seu do Espírito Criativo Materno Adjunto. Salvington é a esfera sede.

Michael de Nebadon: O Nome de Jesus em nosso Universo.

Uversa: Mundo arquitetônico sede do sétimo superuniverso, Orvonton, do qual o nosso universo local, Nebadon, é uma parte.

Urantia: O nome pelo qual o planeta Terra é conhecido nos universos.

Omniafim: A quarta classe dos Espíritos Ministrantes do Grande Universo; criados pelo Espírito Infinito em conjunto com os Sete Executivos Supremos, e quem servem com os empregados e os mensageiros exclusivos dos Executivos Supremos.

Sonarington: Uma das sete esferas sagradas da vida do Pai que orbitam os mais internos circuitos em torno do Paraíso. É o mundo de recepção da Pessoa do Filho e sede Paradisíaca dos filhos credenciados e descendentes aprovados de Deus.
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Foi uma ocasião solene, em Salvington, há quase um bilhão de anos, quando os diretores e dirigentes do universo de Nebadon, reunidos, ouviram Michael anunciar que o seu irmão mais velho, Emanuel, iria assumir, dentro em breve, a autoridade sobre Nebadon, enquanto ele (Michael) estaria ausente para uma missão não explicada.

Nenhum outro anúncio foi feito sobre essa operação, exceto que a transmissão da despedida, aos Pais da Constelação, entre outras instruções, dizia:

"E, por esse período, eu deixo-vos entregues aos cuidados de Emanuel, enquanto vou cumprir o mandato do meu Pai, do Paraíso".

Após enviar essa transmissão de despedida, Michael apareceu no campo de despacho de Salvington, exatamente como nas ocasiões anteriores, quando preparava sua partida para Uversa, ou para o Paraíso, com a diferença de que, desta vez, ele estava só.

E concluiu a sua declaração de partida com estas palavras:

"Eu vos deixo, mas por uma breve temporada".

"Muitos entre vós, eu sei, iriam comigo, mas, para onde vou, não podeis ir".

"O que irei fazer, não podeis fazê-lo".

"Vou cumprir a vontade das Deidades do Paraíso; e, quando eu houver terminado a minha missão e houver adquirido essa experiência, retornarei ao meu lugar, junto de vós".

E tendo falado assim, Michael de Nebadon desapareceu da vista de todos aqueles seres reunidos; e não reapareceu por vinte anos do tempo-padrão.

Em toda a Salvington, apenas a Ministra Divina e Emanuel sabiam o que estava acontecendo; e o União dos Dias compartilhou esse segredo apenas com o dirigente executivo do universo, Gabriel, o Brilhante Estrela Matutino.

Todos os habitantes de Salvington e os habitantes dos mundos-sedes das constelações e dos sistemas se reuniram em suas respectivas estações de recepção, para obter a informação do universo, esperando obter uma palavra sobre a missão e o paradeiro do Filho Criador.

Até o terceiro dia, depois da partida de Michael, nenhuma mensagem de significado maior foi recebida.

Nesse dia, uma comunicação foi registrada em Salvington, vinda da esfera Melquisedeque, a sede dessa ordem, em Nebadon, que dava simplesmente a notícia de um acontecimento extraordinário e nunca antes mencionado:

"Ao meio-dia de hoje apareceu, no campo de recepção deste mundo, um estranho Filho Melquisedeque, cuja numeração não é a nossa, mas que é exatamente como os da nossa ordem".

"Ele estava acompanhado de um omniafim solitário, que trazia credenciais de Uversa e que apresentou as ordens, dirigidas ao nosso chefe, vindas dos Anciões dos Dias e certificadas por Emanuel de Salvington, instruindo que esse novo Filho Melquisedeque fosse recebido na nossa ordem e designado ao serviço de emergência dos Melquisedeques de Nebadon".

"E assim foi ordenado; e assim foi feito".

E isso é tudo o que aparece nos registros de Salvington a respeito da primeira auto-outorga de Michael.

Nada mais consta, até que, na medida de tempo de nosso planeta, se passassem cem anos, quando, então, foi registrado o fato do retorno de Michael, que reassumiu, sem anúncios, a direção dos assuntos do universo.
Contudo, um estranho registro está para ser feito, no mundo Melquisedeque; uma narração sobre os serviços daquele Filho Melquisedeque único, do corpo de emergência daquela época.

Esse registro está conservado em um templo simples, que ocupa agora a parte da frente da casa do Pai Melquisedeque; e que compreende a narrativa do serviço desse Filho Melquisedeque transitório, e sobre o seu desempenho, em vinte e quatro missões de emergência em todo o universo.

E esse registro, que eu revi muito recentemente, termina assim:

"E nesse dia, ao meio-dia, sem anúncio prévio e testemunhado apenas por três seres da nossa fraternidade, esse Filho visitante da nossa ordem desapareceu do nosso mundo, tal como chegara, acompanhado apenas de um omniafim solitário; e esse registro é agora fechado com o certificado de que esse visitante viveu como um Melquisedeque, à semelhança de um Melquisedeque; que trabalhou como um Melquisedeque; e que cumpriu todos os seus compromissos fielmente, como um Filho emergencial da nossa ordem".

"Por consenso universal, se tornou dirigente dos Melquisedeques, tendo conquistado o nosso amor e a nossa adoração, pela sua incomparável sabedoria, amor supremo e uma devoção extraordinária ao dever".

"Ele nos amou, compreendeu e nos serviu; e, para sempre, seremos seus leais e devotados companheiros Melquisedeques, pois esse estranho no nosso mundo se tornou agora eternamente um ministro de natureza Melquisedeque".

E, do que me é permitido relatar, isso é tudo, da primeira auto-outorga de Michael.

Nós entendemos plenamente, claro está, que esse desconhecido Melquisedeque, que serviu tão misteriosamente junto aos Melquisedeques, há um bilhão de anos, não era ninguém senão Michael (Jesus), encarnado na missão da sua primeira auto-outorga.

Os registros não declaram, especificamente, que esse Melquisedeque, tão único e eficiente, era Michael; mas é nisso que se crê universalmente.

É provável que a afirmação real desse fato não seja encontrada fora dos registros de Sonarington; e os registros desse mundo secreto não estão abertos para nós.
Apenas nesse mundo sagrado, de Filhos divinos, os mistérios da encarnação e da auto-outorga são inteiramente conhecidos.

Sabemos dos fatos das auto-outorgas de Michael, mas não entendemos como são efetuadas.

No entanto, foi assim que aconteceu.

Texto de José Maria Font Juliá, com base no UB.

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